Perdas do rent-a-car pela saída da Ryanair dos Açores devem superar 40 M€ e ARAC exige respostas do Governo Regional
Preocupada com os efeitos da saída da Ryanair dos Açores, na atividade de aluguer de viaturas e no turismo em geral, no emprego e sustentabilidade das empresas, a ARAC Falando de “ameaça” à economia regional, e diz que a situação “exige resposta urgente” por parte do Governo Regional
“A saída da Ryanair dos Açores constitui um dos mais significativos abalos à economia regional dos últimos anos, suscitando fortes preocupações quanto ao futuro do turismo, do emprego e da sustentabilidade de inúmeras empresas que dependem, direta ou indiretamente, da chegada regular de visitantes ao arquipélago”, afirma a ARAC (Associação Nacional dos Locadores de Veículos) em comunicado difundido esta quinta-feira..
Referindo ser esperada “uma quebra próxima dos 30% no número de turistas, com especial incidência nas épocas baixa e média”, a ARAC mostra-se aprrensiva relativamente ao verão e ao impacto que a diminuição no número de turistas chegados ao arquipélago terá no alojamento, restauração, actividades turísticas, comércio local e transportes.
Especificamente no rent-a-car, lembra que 70% da procura e 75% da facturação vêm do turismo, pelo que “uma quebra de 30% no número de visitantes poderá retirar do mercado cerca de 1.700 veículos em circulação, com efeitos diretos na ocupação das viaturas, nas receitas, na amortização dos investimentos e na manutenção dos postos de trabalho”.
Em termos económicos, afirma, o impacto “poderá ultrapassar os 40 milhões de euros anuais apenas no universo do rent-a-car, sem contabilizar os prejuízos indirectos”, o que configura uma “situação de elevada complexidade para a locação automóvel nos Açores”.
Porque “a redução da oferta aérea fragiliza os Açores face a destinos concorrentes, limita a chegada de visitantes, encarece deslocações e reduz a capacidade do arquipélago para crescer de forma sustentável”, a ARAC defende que “a decisão que conduziu à saída da Ryanair deve, por isso, merecer uma reflexão profunda e urgente” porque poderá “fazer recuar o turismo açoriano mais de uma década”.
Neste sentido, a Associação apela ao Governo Regional para “reavaliar a estratégia seguida, promover o diálogo com os operadores do setor, envolver as associações empresariais e encontrar soluções que permitam repor ligações aéreas, garantir competitividade ao destino e proteger o tecido empresarial regional”.


