Pedro Vasco, diretor comercial da MSC: “A operação de Lisboa teve praticamente 100% de ocupação, correu muito bem”
A MSC Cruzeiros está satisfeita com os resultados alcançados no que já correu de 2025, e tem boas perspetivas para o próximo ano, até pelos novos itinerários e destinos que a companhia terá no mercado, avançou Pedro Vasco, diretor comercial para Portugal, à margem do evento realizado na quinta-feira, em Lisboa.
Apesar de o ano não estar ainda fechado, e de faltarem ainda os três últimos meses do ano que são “muito importantes” para a MSC Cruzeiros, uma coisa é já certa, o ano foi “de crescimento”, embora este não possa ser ainda quantificado. Isto porque, como frisou em declarações à imprensa, à margem do evento realizado em Lisboa na quinta-feira, diretor comercial da MSC Cruzeiros em Portugal Pedro Vasco, “ainda temos a operação dos turnarounds no Funchal, com várias partidas a acontecer ainda em 2025 e temos também a operação dos Emiratos, que arranca em novembro”, produtos para os quais “os números da ocupação estão bastante bons”, embora existam ainda camarotes para vender, disse.
Operação que “correu muito bem”, à imagem dos anos anteriores, foi a dos cruzeiros Lisboa-Lisboa, que vai terminar a 28 de outubro, sendo que esta última rotação “é a única que ainda tem talvez uma dúzia de camarotes para vender”. Ou seja, “a operação de Lisboa teve praticamente 100% de ocupação, correu muito bem, tivemos 20 partidas”.
Ainda assim, para 2026, o Lisboa-Lisboa vai ser reduzido em quatro rotações, “as de abril e as de final de outubro”, mantendo-se o itinerário durante todo o verão, especificou, avançando que o navio utilizado vai ser da classe Lirica, sendo, portanto, mais pequeno do que o Musica que está a ser utilizado este ano. No entanto, o diretor comercial da MSC Cruzeiros em Portugal refuta a ideia de que a disponibilidade em termos de camarotes vá ser menor para o mercado português.
“Basicamente, nós temos 4 portos principais que têm camarotes alocados para vender este produto para os mercados português, italiano, francês e espanhol. Os camarotes não estão todos alocados aos portos no início da operação e consoante vai existindo forte ritmo de vendas antecipadas em determinado mercado, esse mercado vai conquistando mais camarotes”, motivo pelo qual “até podemos, com menos 4 rotações, ter mais passageiros”.
Pedro Vasco garante mesmo que olha para a operação Lisboa-Lisboa de 2026 “como uma operação com muito boa expectativa”, especialmente porque o navio a utilizar tem “uma percentagem significativamente maior de camarotes com capacidade para 3, 4 pessoas”, não tendo as famílias, principal mercado no verão, que reservar dois camarotes. “Acho que em 2026 as famílias podem ter aqui um produto excelente para poderem fazer o seu primeiro cruzeiro”, considerou.
Ainda relativamente a 2025, as restantes áreas operadas pela MSC Cruzeiros no verão, concretamente Caraíbas, Norte da Europa e Mediterrâneo, “foram também muito boas” com 2025 a ser “um ano de crescimento, o que significa que a cada ano nós vamos crescendo”, afirmou, recordando que em abril a companhia passou a contar com mais um navio, MSC World America, que ficou a operar nas Caraíbas, e que em novembro chegará os MSC World Asia, com capacidade para 6.000 passageiros.
“ … para a programação de inverno de 2026/2027, a MSC Cruzeiros vai introduzir ainda um novo itinerário à partida de La Romana, na República Dominicana, que segundo Pedro Vasco, pode ser interessante para o mercado português: “É um itinerário que sai de La Romana mas faz as Antilhas, não as Caraíbas. Olhamos com alguma expectativa para o mercado português sobre esse itinerário”
Em novembro deste ano começam os cruzeiros do Funchal que, segundo Pedro Vasco, têm sido “uma surpresa muito agradável”: “Somos um dos países na MSC Cruzeiros que tem uma taxa de camarotes alocados ao Porto do Funchal muito interessante. Claro que é uma operação que ainda vai começar, mas no inverno passado correu muito bem, reforçámos para este inverno e já temos alguns milhares de passageiros reservados, esperemos que sejam ainda mais, porque são cerca de 22 partidas durante todo o inverno”, disse.
Face aos bons resultados, e sendo “um produto muito importante para nós”, a operação do Funchal de 2026 já está a ser trabalhada e será realizada no MSC Fantasia “um navio de classe superior”.
A manter em 2026 serão as parcerias com a TAP, para os cruzeiros no Mediterrâneo, Norte da Europa e Estados Unidos, e com a Emirates para os cruzeiros do Médio Oriente.
Já para a programação de inverno de 2026/2027, a MSC Cruzeiros vai introduzir ainda um novo itinerário à partida de La Romana, na República Dominicana, que segundo Pedro Vasco, pode ser interessante para o mercado português: “É um itinerário que sai de La Romana mas faz as Antilhas, não as Caraíbas. Olhamos com alguma expectativa para o mercado português sobre esse itinerário”, uma vez que a República Dominicana “está no top de preferências dos portugueses há vários anos”. Nesse inverno, a MSC vai vender este produto como “só cruzeiro” mas está já a pensar em pacotes avião + cruzeiro para o verão de 2027.


