Pedro Machado confiante em que o turismo supere em 2026 os resultados de 2025
A fechar o evento de apresentação da BTL 2027, que decorreu na terça-feira, 16 de junho, na FIL, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, deu nota da importância do certame para o turismo nacional e mostrou-se otimista relativamente ao desempenho do sector em 2026.
Na sua intervenção, Pedro Machado começou por lembrar que todos os destinos internacionais, particularmente os “nossos principais mercados competidores”, como Espanha, Alemanha e Reino Unido, “tem um grande certame internacional de turismo”, à imagem do que acontece com Portugal e com a sua BTL. Por isso, disse, “da mesma forma que reconhecemos hoje à BTL a importância que ela tem enquanto destino de captação desde os hosted buyers até aos países convidados (…) é bom que o país reconheça a importância que a BTL tem para o nosso país”, nomeadamente “em matéria de posicionamento de Portugal”.
“Portugal é o 12º país mais competitivo do mundo em matéria de turismo, queremos continuar a crescer neste ranking internacional e para isto precisamos de posicionamento ao melhor nível daquilo que são hoje os nossos mercados concorrentes”, afirmou.
O governante voltou a lembrar que o país está a fazer crescer a sua procura em mercados que hoje representam valor acrescentado para a marca Portugal, caso dos Estados Unidos que em 2025 contabilizou 3,2 milhões de turistas Portugal em 2025, que “geraram mais de 5,4 milhões de dormidas e mais de 3,2 mil milhões de euros de receitas”.
Valorizando o trabalho da BTL ao nível do reforço que representa em termos de promoção turística do país e na diversificação de mercados, Pedro Machado reconheceu, também, que o certame “valoriza o nosso território, valoriza a nossa oferta, valoriza a capacidade que o território tem de se poder mostrar do ponto de vista nacional e sobretudo internacional”.
Deixou, também, uma palavra para as empresas: “Saibamos nós, aqueles que têm responsabilidades políticas nacionais, criar as condições e os instrumentos para que as nossas empresas possam desenvolver cada vez mais o seu trabalho. Na internacionalização é fundamental que as marcas portuguesas, as empresas portuguesas, criem massa crítica para continuar o processo de internacionalização, de penetração nesses mercados”, para o que as empresas necessitam de dimensão “e essa dimensão consegue-se na agregação das nossas empresas”.
Relativamente ao ano turístico de 2026, Pedro Machado disse que “os indicadores que temos do primeiro quadrimestre apontam para superarmos os resultados de 2025”, que já foram “significativamente positivos”. Mesmo assim, afirmou-se convencido que “o exercício de 2026 vai, seguramente, coroar de êxito aquilo que é hoje uma indústria incontornável para o nosso país”.
A propósito, frisou o peso crescente do turismo na economia global : “O turismo é e continuará a ser uma das indústrias mais poderosas. Em 2025, temos praticamente 1,5 mil milhões de pessoas a viajar. Em 2035, mais de 2,5 mil milhões de pessoas a viajar. O turismo emprega hoje na Europa mais de 12 milhões e meio de pessoas. É, por isso, não só um instrumento de criação de riqueza, mas é também, acreditamos, e esperamos todos que o seja em Portugal e que o seja para as nossas comunidades, um instrumento poderoso para criar riqueza e para criar felicidade”.
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