Pedro Machado: Além de produto turístico estratégico, o turismo religioso “é um fator claro de coesão territorial”
Na sessão de abertura do XIII Workshop de Turismo Religioso que se iniciou esta quinta-feira, 19 de fevereiro, em Fátima, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, enalteceu o papel do evento e o contributo do Turismo Religioso para o crescimento sustentado da atividade turística em Portugal.
Foi pela relevância do evento que Pedro Machado iniciou a sua intervenção, considerando que ele reflete aquilo que Portugal continua a ser, “um país cada vez mais global, um país hospitaleiro, um país que gosta de receber, um país cuja atividade económica muito enraizada neste setor, contribui de forma decisiva para a nossa resistência, naturalmente, mas também para o crescimento”.
“Falar em turismo não é só falar sobre destino, não é só falar sobre produtos” mas é “cada vez mais, falar em valores”, afirmou, aproveitando para destacar “o valor da solidariedade” e, através dele, referir-se ao rasto de destruição que as tempestades deixaram na região centro. Tal como os oradores que o tinham antecedido, Pedro Machado mostrou-se confiante na recuperação que será conseguida “com a resiliência e a capacidade de trabalho de superação das nossas empresas, dos nossos empresários (…) dos nossos municípios”, agradecendo a todos aqueles que “direta e indiretamente continuam ainda hoje a trabalhar para podermos ultrapassar esta dificuldade”.
Realçou também a importância deste workshop enquanto transmissor da segurança que existe em Portugal, e que é percepcionada internacionalmente. “Portugal é o sexto país mais seguro do mundo. Queremos continuar a fazer esse caminho (…) que é um ativo estratégico” do país e do modo como ele se posiciona na operação internacional e para o qual “Fátima e este workshop darão, também, o seu contributo”.
Deixando claro que “a segurança e a paz, são mensagens essenciais que sempre foram tratadas nestes workshops, nas suas edições, para não dizer no pleno das suas 13 edições, contando com esta”, Pedro Machado não deixou de evidenciar a “dimensão económica” do workshop para sublinhar que os buyers e suppliers presentes que se traduzem em mais de 5 mil milhões” [de pessoas], pelo que “a conectividade, a mobilidade, o alargamento de Portugal é um fator crítico do sucesso”.
Nesta estratégia de alargamento, frisou, “olhamos não só para o reforço do âmbito da TAP e, em particular, no aeroporto de Sá Carneiro, que este ano atingiu os 17 milhões de passageiros, mas muito em particular para os novos mercados e alguns estão aqui muito bem representados”, como a Argentina, o México, países que estamos e queremos naturalmente reforçar a nossa conectividade”. Referiu também os mercados asiáticos, como a Coreia do Sul, para onde se pretende um reforço de voos, a Indonésia, que em termos do Turismo Religioso está a crescer acima da Coreia do Sul, mas também a China, para onde “queremos reforçar o duplicar os voos” e o Japão. Isto além do reforço da aposta em mercados como os EUA, o Canadá e o Brasil.
“O turismo religioso, só há poucos anos se emancipou como produto turístico estratégico de Portugal e está hoje numa oferta mais global de cerca de 22 produtos turísticos com que Portugal se posiciona do ponto de vista internacional, mas é também um fator claro de coesão territorial”
Neste ponto, aproveitou para afirmar a que preocupação em relação a Cuba, por via daquilo que o esvaziamento da capacidade de abastecimento pode pôr em risco, tendo adiantado que o Governo, e particularmente a Secretaria de Estado do Turismo, está a “acompanhar de perto” a situação, em particular, com empresários portugueses que têm lá negócios”.
Já a terminar, lembrou que “o turismo religioso, só há poucos anos se emancipou como produto turístico estratégico de Portugal e está hoje numa oferta mais global de cerca de 22 produtos turísticos com que Portugal se posiciona do ponto de vista internacional, mas é também um fator claro de coesão territorial”.
Aos participantes oriundos de cerca de 40 países que participam no workshop e que dele fazem um evento de referência e de grande importância do ponto de vista internacional, Pedro Machado deixou uma mensagem de boas vindas em nome do Governo de Portugal”: “Queremos reforçar as relações convosco. Queremos, cada vez mais, que este negócio, se me é permitida a expressão, seja uma vantagem competitiva para todos os países que hoje aqui estão representados. Queremos que venham, que repitam, venham mais vezes, que reforcem as relações com este país, com nove séculos de história e que aprendeu a contrariar ventos e tempestades”.


