Pedro Gordon desvendou o que já é possível conhecer sobre venda da parte espanhola da GEA a empresa portuguesa
A alteração na estrutura accionista do Grupo GEA Portugal, com a aquisição de 60% do capital pelo Grupo Newtour e pela PCF Consultores, de Pedro Costa Ferreira, tornada pública na quinta feira, um dia antes do início da 18ª Convenção da GEA, acabaria por ser um dos temas dominantes da mesma e a habitual conferência de imprensa não fugiu à regra.
No final dos trabalhos da 18ª Convenção Nacional da GEA Portugal, Pedro Gordon, diretor-geral, em conversa com os jornalistas do trade, esclareceu desde logo que na GEA Portugal “tudo vai continuar como até agora” e que “a equipa vai ficar tal como está, não se irá alterar nada”, tendo esta sido “uma das premissas” do negócio, por parte de todos os acionistas, incluindo o próprio Pedro Gordon que mantém inalterada a sua participação de 40% no capital da GEA Portugal.
O negócio, esclareceu Pedro Gordon, aconteceu pela vontade do acionista maioritário, o espanhol Prisciliano Fernandez, em vender a sua parte. No entanto, frisou, “em todo o processo de aquisição das ações do sócio espanhol havia a premissa de que o Grupo GEA não ia mudar a sua filosofia, a sua forma de estar no mercado e ia manter, totalmente, a independência das suas agências, e é isso que vai acontecer”.
De acordo com o responsável, “o que poderá acontecer é que, fruto de sinergias que vão gerar-se e de economias de escala, e com a partilha de conhecimento, tudo o que permita melhorar o modus operandi e as ações que o Grupo GEA possa implementar, serão aproveitadas”.
Os novos sócios, explicou, entram “imediatamente” em funções, sendo que esta segunda feira, 21 de novembro “começamos a trabalhar em conjunto, para partilhar todas as informações, explicar como funciona a GEA, dar a conhecer melhor a equipa, etc.”.
Newtour e PCF Consultores não eram os únicos interessados em adquirir a parte de Prisciliano Fernandez, havia uma empresa espanhola também interessada, como confirmou Pedro Gordon (o Turisver pode adiantar que a empresa em causa era a W2M) informando, no entanto, que as negociações com esse grupo espanhol não chegaram a acontecer e só seriam realizadas se o negócio com a Newtour e a PCF Consultores não se concretizasse.
Já sobre a possibilidade de, com a entrada de novos acionistas, vir a realizar-se um aumento de capital, Pedro Gordon assegurou que “ainda não falámos disso”. Ainda assim trata-se de algo que poderá vir a acontecer uma vez que, explicou, “a GEA faz 20 anos e foi fundada com 8.000€”.
Afirmando que “vou continuar à frente da GEA, como acionista e como diretor-geral, o responsável esclareceu ainda que não foi estabelecido “nenhum compromisso” para vender a sua parte, tal como também não houve para definir um prazo em que é obrigado a ficar à frente da empresa. A propósito, garantiu mesmo que quer manter as suas ações pelo maior tempo possível e que não tenciona vendê-las “a menos que haja uma oferta irrecusável”.
Garantindo que a GEA Portugal “não vai ressentir-se” do afastamento da GEA Espanha, Pedro Gordon esclareceu ainda que a reação das agências da rede à entrada de novos acionistas “foi bastante positiva, em termos gerais” apesar de existirem “algumas inquietudes”.


