Pedro Cardoso da Travel Feeling: “Pipa é efetivamente surpreendente, dá aquela sensação de um lugar que não se visita, sente-se”
Apesar de já conhecer o nordeste brasileiro, Pedro Cardoso, diretor da Travel Feeling, em Matosinhos, surpreendeu-se com Pipa, que agora visitou pela primeira vez, integrado na fam trip organizada pelo operador Exótico com o apoio da TAP. Ao Turisver falou do que mais gostou na viagem, em termos dos destinos visitados e da sua oferta hoteleira.
Pedro, praticamente nada do que nós fizemos nesta viagem lhe era completamente desconhecido, antes pelo contrário…
Sim, é verdade, não é completamente desconhecido. Conheço relativamente bem o Brasil, conheço relativamente bem o Nordeste, mas efetivamente não conhecia Pipa e conhecia muito mal Natal. Touros já conhecia, portanto não é completamente novo e a cultura nordestina não é completamente nova para mim.
Esta viagem constituiu assim um upgrade de conhecimento?
Completamente de acordo. Pipa é efetivamente surpreendente, dá aquela sensação de um lugar que não se visita, sente-se, é muito interessante, tem algo especial, transmite a cultura brasileira ao mais alto expoente.
Relativamente as unidades hoteleiras. que em Pipa são diferenciadas face às que vimos noutros locais, está surpreendido?
Relativamente às unidades hoteleiras em Pipa fiquei surpreendido, há efetivamente oferta para todos os gostos, também para todas as carteiras, como é óbvio, há unidades muito diferenciadas, com muita qualidade, acima de tudo com alma brasileira no acolhimento. Isso sente-se principalmente na parte das pousadas, onde tivemos a oportunidade de ver, para mim, uma das melhores pousadas e um dos melhores hotéis que vimos nesta fam trip, a Toca da Coruja, sem dúvida nenhuma de uma qualidade incrível, mas, acima de tudo, alguém que põe a paixão em tudo o que faz, literalmente, cada recanto tem o toque da senhora Heloísa Faria (proprietária) com quem tivemos a oportunidade de estar.
E relativamente a Natal? Qual foi o hotel que mais o surpreendeu dos vários que visitámos e que recomendaria aos seus clientes?
Em Natal, fiquei um bocadinho desiludido com as unidades hoteleiras, para ser sincero, acho que estão um bocadinho desgastadas, mas o sentimento de viver o Brasil continua a estar lá, contudo, efetivamente, as unidades estão precisam de algumas remodelações.
Eu tenho o defeito, ou virtude, de muito dificilmente enviar um cliente para um sítio onde eu não ficasse, e eu ficaria provavelmente no Wish Natal, que seria o hotel que escolheria para ficar eu próprio, portanto, seria provavelmente o hotel que aconselharia a um cliente meu que precisa de fazer uma espécie de stopover de 2 ou 3 dias, em Natal.
Depois viemos para a Costa Norte, já conhecia bem o Vila Galé Touros, mas, por exemplo, visitámos uma pousada, se assim poderemos chamar-lhe. Qual é a sua impressão? Passam-se aqui uns dias muito bons nesta zona?
Sem dúvida nenhuma. Efetivamente já conheciam muito bem o Vila Galé, mas numa perspetiva muito diferente de estar aqui na passagem de ano, com o hotel completamente cheio, e com uma série de clientes meus, portanto não deu para ter as experiências que tivemos a oportunidade de ter desta vez. Falo, nomeadamente, de visitar algumas coisas com um charme incrível, como a pousada Mi Secreto, que é efetivamente deliciosa, em que mais uma vez, as pessoas – e aí não só a proprietária, mas a pessoa que ela conseguiu arranjar para gerir a parte operacional – que nota-se que põem tudo o que são os seus conhecimentos na área hoteleira em tudo o que faz, o que é incrível, e o acesso à praia é fantástico, há uma qualidade de serviço inacreditável, portanto, é uma pousada muito, muito interessante.
Vimos ainda uma coisa completamente diferente, o Nauan Beach Clube que tem acoplado uma unidade hoteleira de cinco estrelas, o Nanii Hotel que está ao mais alto nível e do mais moderno que existe, desde a parte da sustentabilidade, que hoje em dia os clientes também têm essa preocupação, um local com vistas incríveis, um acesso à praia fantástico e condições muito interessantes.
“Costumo definir a Travel Feeling de uma forma muito simples: nós não vendemos ao balcão vendemos na sala de reuniões. Este é o conceito que eu, acima de tudo, sempre quis transmitir à minha equipa, ou seja, é o conceito e a motivação de vender experiências”
Quando olhou para o programa que íamos fazer, pensava que ia correr assim, que era um programa que apesar de exigente em termos da quantidade de visitas a unidades hoteleiras, proporcionava, também momentos de lazer e relax?
Eu tinha uma expectativa muito alta e desde que vi o programa, pareceu-me que estava muito bem montado, com tempos muito ponderados entre o número de visitas a hotéis, versos o número de experiências, porque acredito que as experiências também são muito importantes para quem visita os destinos. Portanto, não se trata apenas de visitar muitas ou poucas unidades hoteleiras, mas acima de tudo, há que ter a oportunidade de vivenciar e experienciar o destino em si. Aliás, como já disse, Pipa não se visita, sente-se, e tudo isso está patente neste programa.
Este programa foi muito bem montado, não estava à espera de outra coisa conhecendo o operador Exótico, conhecendo o trabalho que a Exótico tem feito, conhecendo também o parceiro TAP, que também está sempre a apoiar quando é preciso, e efetivamente não estava à espera de outra coisa do Miguel Ferreira e da equipa dele relativamente a este programa. Estava com as expectativas elevadas, mas hoje, que estamos no último dia da viagem, posso dizer que superou as minhas expectativas, que foi incrível, tudo muito bem organizado, com um tempo para tudo e, definindo numa palavra: equilibrado.
O Pedro tem uma agência de viagens, qual é e onde fica?
Nós temos uma agência que é a Travel Feeling, que está sedeada em Matosinhos, pela minha relação pessoal dado eu ser dali da zona, mas hoje em dia o turismo é global, portanto temos clientes desde Bruxelas a Angola e até do Brasil, e claro, muitos portugueses.
Somos mais focados no outgoing do que do incoming, contudo também fazemos algum incoming quando os nossos clientes assim o solicitam, também trabalhamos algum corporate e, às vezes, no caso do corporate, os clientes dizem-nos que vão fazer um congresso e isso obriga-nos a fazer um pouco de Incoming, fazemos com muito gosto, mas somos mais vocacionados para a parte do outgoing.
Costumo definir a Travel Feeling de uma forma muito simples: nós não vendemos ao balcão vendemos na sala de reuniões. Este é o conceito que eu, acima de tudo, sempre quis transmitir à minha equipa, ou seja, é o conceito e a motivação de vender experiências, vender numa sala de reuniões, onde á tempo dedicado ao cliente, porque numa vida em que há cada vez menos tempo, em que cada vez em andamos mais a correr, nós tentamos parar o relógio e dizer ao cliente que ele é importante para nós.
O Turisver viajou até ao Ruo Grande do Norte a convite do operador turístico Exótico e da TAP.


