Pagamentos com cartão na hotelaria e atividades turísticas recuaram no verão, segundo a REDUNIQ
O relatório de verão da REDUNIQ Insights mostra que, entre 1 de julho e 1 de setembro, os pagamentos com cartões na hotelaria e atividades turísticas estiveram em contraciclo com a faturação geral do país, tendo caído 7,7% em termos homólogos.
De acordo com os dados do relatório tornado público esta quinta-feira, no período de 1 de julho a 1 de setembro, a faturação geral do país registou um aumento de 9,99% face ao mesmo período do ano passado, com uma subida de 13,56% na faturação de origem nacional e de 2,90% na estrangeira.
No entanto, a hotelaria e atividades turísticas estiveram em contraciclo com a faturação global do país, tendo recuado7,11%. Esta descida, segundo o relatório, Mostra que “o turismo interno e externo viveu um verão mais contido neste segmento”. Ainda assim a restauração subiu 5,45% .
No período em análise, o número de transações com cartões aumentou 11,42% face ao ano anterior, com os portugueses a marcarem a diferença, uma vez que as transações de cartões nacionais a crescerem 12,64%, enquanto as de origem estrangeira avançaram 7,18%.
Franceses, irlandeses e ingleses lideraram contribuição para faturação estrangeira
Já o ticket médio esfriou neste verão, situando-se nos 33,86€, uma quebra de 1,96%. O consumo estrangeiro foi o principal contributo para esta descida, ao diminuir 4%, para os 49,55€. Por sua vez, o consumo nacional aumentou para os 29,59€. Embora o acréscimo seja residual (0,82%), o comportamento dos portugueses demonstra uma evolução positiva da economia e do consumo nacional.
Os turistas franceses (15,91%), irlandeses (14,29%), ingleses (13,04%) foram os que mais contribuíram para a faturação estrangeira este verão. No entanto, o Brasil, a Alemanha e os EUA foram os mercados com maior crescimento da faturação no top 10 dos mercados internacionais (11,41%, 3,99% e 2,10%, respetivamente).
O ticket médio mais elevado pertenceu aos irlandeses (131,12€), muito acima da média geral, seguido dos EUA (64,70€, uma quebra de 6,44%) e da Suíça (53,62€, com uma redução de 9,56%).
Algarve voltou a liderar no ticket médio mas Lisboa concentrou a maior fatia da faturação
Por regiões, o Centro apresentou o maior dinamismo, com aumentos de 16,45% na faturação e de 15,46% no número de transações, com o relatório a sublinhar que este resultado reflete o trabalho que tem sido feito pela região ao nível da promoção promoção turística.
O Alentejo (subidas de 14,51% e 14,49%, respetivamente) e o Norte (aumentos de 14,48% e 14,67%) também se destacaram, evidenciando uma diversificação cada vez maior dos destinos turísticos nacionais.
No entanto, a liderança ao nível do ticket médio coube, uma vez mais ao Algarve apesar de uma redução de 3%, para os 43,00€.
Já a Grande Lisboa concentrou a maior fatia da faturação nacional (32,06%), seguida pelo Norte (24,61%) e pelo Algarve (15,10%).
Ainda segundo o relatório, os dias 2 e 30 de agosto marcaram o pico da atividade económica do verão de 2025, com aumentos de 22,4% e 21,3% respetivamente, face às mesmas datas de 2024. “Estes números revelam que os portugueses foram a grande força do consumo no verão, mas também revelam mudanças relevantes nos padrões de gasto, com alguns setores a surpreender pela positiva e outros a refletirem maior contenção”, afirma Tiago Oom, diretor comercial da UNICRE.


