OTAs ganham quota nas reservas de experiências em detrimento das reservas diretas
As agências de viagens online (OTAs) estão a ganhar força no crescente setor de experiências, nomeadamente no que concerne a passeios e atividades. A conclusão é de um estudo da Arival, realizado entre agosto e novembro do ano passado.
De acordo com o relatório State of Experiences da Arival, 37% das reservas em 2025 foram atribuídas a OTAs (Agências de Viagens Online), um aumento em relação aos 33% em 2024 e 28% em 2023. Ao mesmo tempo, os operadores reportaram uma queda nas reservas nos seus sites (de 29% para 25%) e nos canais offline diretos (de 16% para 15%) de 2024 para 2025.
Embora as reservas efetuadas diretamente nas bilheteiras tenham mantido a maior quota de reservas de atrações (28%), a Arival observou que as OTAs também triplicaram a sua quota nesta categoria, crescendo de 8% em 2019 para 24% em 2025.
Na base do estudo esteve um inquérito online realizado pela Arival entre agosto e novembro de 2025. Disponibilizado em inglês, francês, alemão, italiano, japonês e espanhol, o inquérito obteve 5.664 “respostas válidas” de operadores e empresas de experiências de viagem.
Face aos resultados obtidos, a Arival sugere que os operadores precisam de estar atentos à forma como trabalham com as OTAs, utilizando-as estritamente como canais de marketing de performance para vendas lucrativas. Recomenda, ainda, que os operadores desenvolvam uma estratégia de marketing utilizando IA (Inteligência Artificial) e redes sociais, e trabalhem com empresas emergentes, como empresas de gestão de destinos, operadores turísticos de vários dias e agentes de viagens.
A Arival também se focou no marketing, uma vez que a maioria dos operadores citou o crescimento das reservas diretas nos seus sites como a sua principal prioridade tecnológica. No entanto, segundo o estudo, apenas 22% afirmaram considerar as suas estratégias atuais “muito eficazes”.
A maior parte do foco está nas redes sociais e nas pesquisas, sendo o Instagram orgânico, o Facebook e o Google/SEO (Otimização para Motores de Busca) apontados como os únicos canais utilizados pela maioria dos operadores pesquisados. Um terço dos operadores turísticos e de atividades e metade das atrações afirmaram utilizar o SEM (Search Engine Marketing) e as redes sociais pagas.
“Os operadores de todas as categorias e tamanhos estão a sentir o impacto da IA nas pesquisas, os custos mais elevados e as mudanças na forma como os viajantes descobrem os seus serviços” destaca a Arival, frisando que o aumento dos custos “está a levar muitos operadores a uma maior dependência das OTAs por necessidade”.
Neste âmbito, a Arival reiterou a necessidade de uma abordagem estratégica em relação às OTAs e ao marketing, recomendando também que os operadores priorizem a IA no marketing e a diversificação de canais. A empresa incentivou ainda as operadoras a antecipar “custos de aquisição mais elevados e conversões menos previsíveis”.


