Organização da BTL dá nota muito positiva à edição de 2026 e traça novos objetivos para a edição de 2027
A edição de 2027 da BTL teve esta terça-feira o “pontapé de saída”, com Pedro Braga, diretor-geral de Eventos Próprios da Lisboa FCE, a definir as linhas estratégicas para a BTL 2027, que vão assentar em 5 pilares: Internacionalização, Negócio, Consumidor, Inovação e Talento.
A abrir o evento, António Ramalho, presidente da Comissão Executiva da Lisboa FCE, deu as “boas-vindas à BTL 2027”, que considerou ser um “sucesso inevitável”, até pelos números verificados na edição deste ano, em que a feira se afirmou como “o maior evento de negócios realizado em Portugal”.
Pedro Braga, diretor-geral de Eventos Próprios da Lisboa FCE, apontou os caminhos para aquilo que vai ser a BTL do próximo ano, uma edição que tem como objetivo reforçar a feira como o grande ponto de encontro do ecossistema do turismo.
Definindo a BTL como “a grande montra do turismo”, Pedro Braga salientou que a feira existe “para servir o setor” e “ajudar a criar as condições para que o setor avance, evolua e cresça”. Assim, para 2027, a missão será clara: “reforçar o papel da BTL como um ecossistema agregador capaz de dar o real valor para o turismo”, afirmou, destacando a pretensão de que a feira seja “um ponto de encontro entre decisão e mercado” e “um espaço onde se criam oportunidades e um palco onde o setor se afirma”.
Para atingir estes objetivos, foi estruturada uma estratégia assente em 5 pilares: Internacionalização, Negócio, Consumidor, Inovação e Talento.
Até 2030, BTL quer “contribuir para gerar um impacto de mil milhões de euros no valor acrescentado bruto nacional”
Sobre a internacionalização, frisou que o objetivo é ter uma BTL cada vez mais internacional para que possa contribuir para “afirmar Lisboa e Portugal como uma verdadeira plataforma atlântica de turismo de negócios”. Por isso, acrescentou, a organização da BTL vai trabalhar com os seus parceiros no “desenvolvimento de uma presença cada vez mais qualificada e diferenciadora no segmento do MICE na BTL” que seja capaz de “atrair decisores, eventos e investimento internacional”. A este nível garantiu que o objetivo é muito claro: “até 2030, queremos contribuir para gerar um impacto de mil milhões de euros no valor acrescentado bruto nacional”.
Sobre o eixo do negócio, o foco é o de “criar condições para gerar valor irreal na economia e no setor”, enquanto no eixo do consumidor, a BTL pretende continuar a ser “um momento em que os portugueses pensam, escolham, decidem e compram as suas férias”
Já sobre a inovação referiu que a feira deve ser um “espaço onde o setor exponha o futuro, onde novas soluções, novas tecnologias e novos modelos encontram o mercado, não como um conceito teórico, mas como algo concreto, visível e aplicável”.
Por último sobre o eixo talento, que considerou ser “um dos maiores desafios do setor”, afirmou que a feira quer “aproximar empresas, instituições de ensino e profissionais”, criando pontes, facilitando encontros e contribuindo para a qualificação do setor.
Na base de todos estes eixos, está um princípio que considerou essencial: “crescer melhor”, ter “um turismo mais equilibrado, mais responsável e com mais valor. Um turismo que gera riqueza, mas também impacto positivo nos territórios”.
Ao mesmo tempo, a organização da feira pretende tornar a BTL “mais envolvente, mais interativa, mais próxima de quem visita. Um espaço onde o turismo não se vê, mas vive-se”.
Porque o mais importante é “o impacto que a BTL gera no setor, na criação de negócio, na atração de investimento, na promoção internacional e na modernização da procura” a feira continuará a ser, garantiu Pedro Braga, “um espaço onde o turismo se encontra, se projeta e se transforma”.


