OMT cautelosa nas perspetivas para o final do ano e 2023
Até agosto, os resultados do turismo internacional corresponderam às perspetivas mais otimistas da OMT que, no entanto está “cautelosamente otimista” no que se refere aos últimos meses de 2022 e às estimativas para 2023.
No último Barómetro do Turismo Mundial da Organização Mundial do Turismo, o painel de especialistas considera que “a combinação de taxas de juros crescentes em todas as principais economias, o aumento dos preços de energia e bens alimentares e as perspetivas crescentes de uma recessão global, conforme indicado pelo Banco Mundial, são grandes ameaças à recuperação do turismo internacional até o final de 2022 e 2023”, pelo que é esperada uma desaceleração no crescimento do turismo internacional que, segundo a OMT, já se revelam ao nível das reservas que estão agora com “um crescimento mais lento”.
Assim, sublinha a Organização Mundial do Turismo no seu Barómetro, “as perspetivas para o restante do ano são cautelosamente otimistas”. Quase metade dos especialistas (47%) vê perspetivas positivas para o período de setembro a dezembro de 2022, enquanto 24% não espera mudanças específicas e 28% considera que poderia ser pior. Os especialistas também parecem confiantes em 2023, pois 65% antecipam um melhor desempenho do turismo do que em 2022.
Ainda assim, a incerteza do ambiente económico “parece ter revertido as perspetivas de regresso aos níveis pré-pandemia no curto prazo. Assim, cerca de 61% dos especialistas prevê agora que o regresso das chegadas internacionais aos níveis de 2019 aconteça apenas em 2024 2024 ou mais tarde, enquanto aqueles que consideram que tal possa acontecer em 2023 diminuíram (27%) em comparação com a pesquisa de maio (48%).
Segundo os especialistas, a conjuntura económica continua a ser o principal fator a pesar na recuperação do turismo internacional. “O aumento da inflação e dos preços do petróleo levam à subida de preço dos transportes e do alojamento, ao mesmo tempo que pressionam o poder de compra e a economia do consumidor”, revela o Barómetro.

