O Senegal é um destino turístico impactante e vai ter futuro no mercado português, diz Francisca Maria Pires da Soltrópico
Francisca Maria Pires, do departamento comercial da Soltrópico, foi a responsável deste operador turístico do Grupo Newtour que acompanhou o grupo de sete agentes de viagens convidados a participarem numa fam trip ao Senegal. O Turisver, que também acompanhou a viagem falou com ela sobre este destino.
Por Fernando Borges
Que balanço faz destes cinco dias em que partimos à descoberta deste destino turístico africano que faz parte da programação da Soltrópico?
Posso dizer que as minhas expectativas, para além de terem sido cumpridas, foram completamente superadas. Estava à espera de um Senegal que não fosse tão cultural, tão diversificado, e esta fam trip veio confirmar a minha perceção de que estas iniciativas são mesmo muito importantes para nós conseguirmos mostrar um bocadinho de tudo aos agentes de viagens. Tivemos muitas oportunidades, fizemos muitos tours, visitámos vários hotéis, desfrutámos de bons momentos de descontração, de relax, de partilha, e no final saio daqui com a esperança e desejo de um dia voltar.
Do que foi dado a ver o que é que realça?
Em termos dos locais que nós visitámos, sem dúvida a Ilha de Gorée. Foi extremamente emocionante, em particular a nossa visita à “Casa dos Escravos”, que foi para mim particularmente impactante. Foi muito termos conhecido este local tão histórico, que é Património Mundial da Humanidade. Acho que todos nós, seres humanos, devíamos um dia lá ir. Foi a experiência que, sem dúvida, mais me marcou nesta viagem ao Senegal.
Depois, e obrigatoriamente, o passeio de canoa pelo Delta do Saloum, para finalizar com o almoço em cima da água, uma experiência que direi “mesmo senegalesa”. Noutra perspetiva, visitar a Ilha das Conchas é muito importante, pois permite-nos estar com a população na sua real e crua realidade, de poder vivenciar o seu dia-a-dia.
Entre os vários hotéis que visitámos, quais são aqueles que melhor correspondem ao perfil do turista português?
Destaco claramente o hotel onde ficámos alojados, o Royal Horizon Baobab. É um hotel que cumpre todos os requisitos daquilo que o cliente português pretende, porque é um hotel com praia, com piscinas, animação, com regime tudo incluído. E porque é um elemento diferenciador, logo muito importante, é um hotel que tem uma traça típica africana, com os seus bungalows bem distribuídos e inseridos num cenário igualmente africano, realçando a sua piscina infinita com vista para a praia e para o oceano, o que já é um aspeto mais moderno, sendo por todas estas razões um hotel que tem muito para dar ao nosso mercado, que por certo será do gosto de quem o escolher para as suas férias.
Também destaco o Africa Queen, um hotel boutique com um potencial incrível e que pode servir na perfeição para um determinado público português, talvez um público mais jovem, que não opte pelo tudo incluído, mas que queira conforto e uma experiência mais singular, um hotel que direi mesmo surpreendente.
Como acontece em quase todos os países africanos, também no Senegal se encontram alguns pontos menos positivos, ou negativos mesmo, no seu dia a dia. O que é que a marcou mais?
Para mim, que sou mãe de duas crianças pequeninas, a maior dificuldade que eu vejo são as condições em que as crianças vivem aqui. Com os adultos nós conseguimos tolerar mais as adversidades do dia-a-dia, mas as crianças… E isso impactou-me. Mas o que é admirável, espantoso mesmo, é que apesar de viverem em condições muito duras, como vimos na aldeia típica que visitámos, são crianças felizes. E isso mexe connosco, leva-nos a diversas reflexões…
“Creio que é um destino com muito potencial, e agora então, depois de o termos visitado, de o termos conhecido, de sabermos os diversos tipos de hotéis que oferece, fico com a convicção de que vai ter futuro no nosso mercado, sem dúvida”
E sobre os profissionais que fizeram parte desta fam trip, sobre o grupo, o que leva consigo?
Tenho tido muita sorte com as fam trips que tenho acompanhado, têm sido todas muito boas e estar com outros profissionais do turismo é sempre muito enriquecedor, porque aprendemos muito uns com os outros, e este grupo não foi exceção. Foi um grupo marcado pelo companheirismo, pela partilha de experiências que temos vivido sob o olhar e forma de cada um sentir, um grupo onde todos mostraram querer fazer parte de cada momento aqui vivido, experienciado.
Por estas razões acho que o resultado final foi francamente positivo para todos, penso que foi uma viagem muito enriquecedora para todos, quer profissional, quer pessoalmente, uma viagem de descoberta, em conjunto e de uma forma sempre bem disposta, de que este é de facto um país “muito grande”, mesmo tendo em conta que as condições, principalmente nos tours e por causa das estradas, não são assim tão fáceis.
Mas é mesmo muito importante estarmos aqui e vivenciarmos cada momento, cada lugar, cada gesto, para depois, de acordo com o perfil do nosso cliente, podermos aconselhar aquilo que se encaixa em cada uma das expectativas dos nossos clientes. E acho que cada um dos que fizeram parte deste grupo soube aproveitar isso muito bem.
Pensa que o Senegal tem futuro como destino turístico no mercado português?
Sim, claro que sim. Creio que é um destino com muito potencial, e agora então, depois de o termos visitado, de o termos conhecido, de sabermos os diversos tipos de hotéis que oferece, fico com a convicção de que vai ter futuro no nosso mercado, sem dúvida.
Pode acontecer um reforço da aposta da Soltrópico no Senegal?
Sim, já temos os nossos lugares garantidos com a TAP até 2027, neste momento são 10 lugares por semana fora da nossa época alta, sendo previsível que venha a aumentar após este verão, que está mesmo muito bem vendido. Acredito que será uma aposta correta da nossa parte se aumentarmos o número de lugares garantidos.


