O “Grito do Ipiranga” foi dado e com ele surgiu a Travelife Portugal com mais autonomia “para apoiar e dar resposta às empresas”
A equipe que lidera a Travelife em Portugal escolheu o Jardim da Estrela, um mini pulmão verde da cidade de Lisboa, para anunciar, em conferência de imprensa, que deu o seu “Grito do Ipiranga”, ou seja, que a partir de agora passa a existir um centro de operações da Travelife em Portugal, com mais autonomia para apoiar e dar resposta às empresas portuguesas e que tem por objetivo “certificar todas as agências”.
Na conferência de imprensa estiveram presentes os três rostos da Travelife Portugal, Paulo Brehm, country manager, Rita Montez e Paula Machado, coaches e auditoras, tendo Paulo Brehm começado por anunciar que a Travelife “criou um centro de operações em Portugal e isto dá-nos um grau de autonomia que nos permite adaptar certos critérios à nossa realidade”.
De acordo com a explicação do country manager, “as certificações de sustentabilidade são feitas através do preenchimento de um conjunto de critérios que são pedidos às empresas”, sendo que “em termos europeus os critérios são mais ou menos transversais, mas há sempre especificidades que têm a ver com a legislação num país ou noutro”, pelo que “com esta estrutura, temos agora autonomia para alterar os critérios, mais flexibilidade para poder adaptar estes critérios às nossas circunstâncias”.
A Travelife já estava em Portugal, como está presente em muitos países em todo o mundo mas segundo o Paulo Brehm “estava cá sem uma estrutura, estava cá porque tinha coaches, mas que reportavam diretamente aos Países Baixos e as coisas eram mais descoordenadas”.
A Travelife nasceu há mais de 15 anos nos Países Baixos, hoje é uma Certificação global marcando presença em todos os continentes, sendo reconhecida internacionalmente, e “isso faz toda a diferença porque o negócio turístico é um negócio global e a certificadora tinha de ser global também”, disse o country manager da Travelife em Portugal, assegurando que “aquilo que nos distingue das outras certificadoras é que é a única certificação criada especificamente e exclusivamente para o sector da distribuição turística e é por isso que somos uma das certificadoras mais utilizadas a nível europeu”.
Coube a Paula Machado apresentar a Travelife em números, tendo começado por referir que o certificador conta com “15.000 agências de viagens e operadores turísticos espalhados por 139 países em todo o mundo”, um dado que reputou de importante porque “o turismo é global”. Paula Machado referiu ainda que a Travelife esteve por trás de projetos importantes como o Sustour, “desenvolvido em parceria com a Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECCTA) e outras associações nacionais, entre elas a APAVT”, tendo adiantado que este projeto apoiou mais de 600 empresas a integrar a sustentabilidade em Portugal, tendo estado envolvidos neste projeto 60 operadores e agências de viagens”.
Já em relação a Portugal Paula Machado deu a conhecer que “temos mais de uma centena e meia de agências de viagens e operadores registados na Travelife. Nem todos passaram da fase inicial mas esse passo já revela um enorme interesse e vontade em avançar para a certificação”. Ativas, disse, estão mais de uma centena e segundo a coach “com selo já conquistado estão cerca de 60”, acrescendo que para serem certificadas pela Travelife as empresas passam por três fases: Engaged, Partner e Certified.
Paulo Brehm focou-se depois no custo que representa para uma empresa a adesão à Travelife, tendo explicado que “aderir à Travelife é acessível, para uma pequena agência, que são a maioria das empresas no mercado português, o valor para atingir uma primeira fase de certificação, a de Partner, é de 300 euros por ano, montante que pode subir aos 450 euros por ano em função do número de funcionários da empresa que trabalha a tempo inteiro”.
Travelife Portugal que “certificar todas as agências de viagens”
Um dos fatores que o country manager da Travelife Portugal referiu como importante, e como sendo uma vantagem é o facto de “conhecemos o mercado – e sem falsas modéstias, o mercado também nos conhece. Esta proximidade que temos com o mercado pode permitir-nos compreender melhor os desafios concretos das empresas e ajustar o processo à realidade de cada uma”.
“Temos um objetivo muito claro para a Travelife Portugal: ao longo do tempo queremos certificar todas as agências de viagens”, afirmou Paulo Brehm, sustentando que “não tarda muito a certificação vai ser uma obrigação legal”.
Já a terminar, declarou que “quem quer viagens vai a uma agência de viagens, quem quer viagens com responsabilidade vai a uma agência certificada e uma agência que queira uma certificação vai à Travelife. Cá estamos”, concluiu.


