Nos mercados externos só Alemanha subiu mas residentes sustentaram dormidas em setembro
Para o aumento de 0,7% nas dormidas em setembro, apenas o mercado interno contribuiu, com uma subida de 5,6%, já que as dormidas de não residentes voltaram a descer. Entre os 10 principais mercados externos, só a Alemanha não desceu, segundo dados do INE divulgados sexta-feira, 31 de outubro.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística mostram que o alojamento turístico registou 3,3 milhões de hóspedes (+1,1%) e 8,5 milhões de dormidas (+0,7%) em setembro de 2025. As dormidas de residentes totalizaram 2,5 milhões, traduzindo um crescimento de 5,6% (+4,5% em agosto), enquanto os mercados externos, responsáveis por 6 milhões de dormidas, mantiveram a trajetória do mês anterior, registando uma diminuição de 1,2% (-0,4% em agosto).
No mês em análise, os 10 principais mercados emissores representaram 75,9% do total de dormidas de não residentes, com o mercado britânico a manter a liderança (18,9% do total), apesar do decréscimo de 6,1% face ao mês homólogo (-2,0% em agosto).
Já o mercado alemão, segundo principal mercado emissor em setembro, com 12,5% do total, foi o único entre os 10 principais a registar um acréscimo das dormidas neste mês (+3,1%, após +1,9% em agosto).
Em terceiro lugar, com uma quota de 10,9%, ficou o mercado norte-americano, que no entanto registou um decréscimo de 0,4% (+8,6% em agosto), “recuando pela segunda vez desde março de 2021 (o primeiro ocorreu em fevereiro deste ano, refletindo o efeito da estrutura móvel calendário associado ao Carnaval – fevereiro de 2024 e março de 2025)”, explica o INE.
Entre os 10 principais mercados emissores em setembro, destacaram-se ainda os decréscimos dos mercados irlandês (-7,3%) e francês (-7,2%).
A estada média diminuiu 0,4% para 2,58 noites, após um aumento de +0,1% em agosto, e a taxa líquida de ocupação-cama situou-se nos 56,4%, tendo diminuído 1,4 p.p., (após -0,7 p.p. em agosto) enquanto a taxa líquida de ocupação-quarto (69,3%) decresceu 0,8 p.p. (-0,7 p.p. em agosto).
Em setembro, os proveitos mantiveram uma tragetória de abrandamento, com os proveitos totais a atingirem 840,1 milhões de euros e os de aposento a fixarem-se nos 659,1 milhões de euros, com crescimentos de 5,6% e 5,8%, respectivamente.
Refletindo este abrandamento, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se nos 99,2 euros em, aumentando 2,8% em termos homólogos, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 143,1 euros (+3,9% face ao mesmo mês do ano passado).
(+3,9%, após +4,2% em agosto).

