Na AP Hotels em 2026 “não vai haver crescimento a dois dígitos, mas podemos crescer 5% ou 6%”, avança Emanuel Freitas
Em 2025, a AP Hotels & Resorts cumpriu os objetivos de crescimento previstos no orçamento, tanto em termos de receitas como de EBITDA, com o aumento da faturação a ter por base a subida do preço médio. Para 2026, o grupo, que conta atualmente com 10 unidades no Algarve, Alentejo, Viana do Castelo e Porto, espera voltar a crescer em termos globais.
Em conferência de imprensa durante a BTL, o diretor-geral da AP Hotels & Resorts, Emanuel Freitas, fez o balanço da operação do grupo em 2025, começando por recordar que “o ano passado, tinha dito que o objetivo era crescer a dois pontos percentuais”, para afirmar que os objetivos traçados acabaram por ser cumpridos: “Nós crescemos a dois pontos percentuais, não só em termos de receitas, como também em termos de EBITDA [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] do grupo.
Quanto à faturação, o crescimento situou-se “na casa dos 75%” e teve por base o aumento do preço médio [ADR] com a ocupação a ter-se mantido estável face ao ano anterior, sendo que 25% da operação e da ocupação resultou de reservas diretas, muitas associadas ao programa de fidelização do grupo. Ainda assim, sublinhou que as OTAs, continuam a ter um papel relevante na distribuição.
Ainda relativamente a 2025, o AP Adriana Beach continuou a ser o hotel que apresentou melhores resultados de operação, com o AP Cabanas Beach a registar igualmente uma boa performance. Além disso, Montargil “cresceu bastante, fruto do aumento de inventário e de uma consolidação do produto de all inclusive no verão”, bem pelos desportos náuticos.
Com os mercados inglês e português a serem “peças fundamentais na operação dos hotéis AP”, Emanuel Freitas sublinhou a subida do mercado americano e a “agradável surpresa” que tem sido o mercado canadiano. Particularizando, destacou o mercado espanhol no hotel de Viana do Castelo, por via da proximidade à Galiza, ao mesmo tempo que, por ser um hotel certificado pela Associação dos Caminhos de Santiago, acaba por ter clientes de todo o mundo.
Para 2026, ano que começa com mais uma unidade no portefólio do grupo, o AP Aeroporto Poro, cuja aquisição foi concluída em finais do ano passado, Emanuel Freitas sublinha que o objetivo é continuar a crescer: “Não vai haver crescimento a dois dígitos, mas pensamos que podemos crescer na casa dos 5% ou 6% no cômputo geral, quer nas unidades de resort, quer nas unidades de não resort”.
2026 tem alterações inesperadas ao nível do mercado com as reservas de alguns mercados a estarem “um bocadinho atrasadas”
O diretor-geral da AP Hotels & Resorts considera, no entanto, que este ano o mercado “está um bocadinho diferente” daquilo que era expectável, com as reservas, por parte de alguns mercados emissores, a estarem “um bocadinho mais atrasadas” para algumas unidades, caso do mercado alemão, do inglês que “até há cerca de 3, 4 semanas estava um bocadinho mais atrasado, mas está agora em recuperação” e do próprio mercado nacional, sendo que, neste caso, Emanuel Freitas justifica o atraso com as tempestades que se abateram sobre o país. Com o tempo que estava “as pessoas não iam reservar, mas bastou vir um bocadinho de bom tempo e as reservas começaram a aparecer, não só no short time, mas também já para a Páscoa, e para maio e junho”.
O que vai manter-se para 2026 é a estratégia do grupo, que continuará a assentar na valorização do preço médio, na consolidação da operação e no crescimento sustentado.


