Na abertura do IWRT Francisco Calheiros salientou que o turismo religioso “faz movimentar milhões de turistas”
Na sessão de abertura da 12ª edição dos Workshops Internacionais de Turismo Religioso (IWRT, sigla em inglês), esta quinta-feira, em Fátima, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, falou da importância deste segmento turístico, da importância que o setor tem para o país e dos desafios que se colocam à atividade, nomeadamente a criação de novas centralidades.
O presidente da Confederação do Turismo de Portugal começou por realçar que “o turismo religioso faz movimentar milhões de turistas”, tendo, tanto em Fátima como noutras zonas do país, “uma grande influência na economia regional e na criação de empregos”.
Ainda sobre este tema, assinalou o crescimento que o turismo religioso tem tido no nosso país, seja ao nível do número de turistas internacionais – citou, a propósito os sul-coreanos, mercado que agora é impulsionado pelo voo direto entre Seul e Lisboa – como também nacionais.
Passando de Fátima para o país, Francisco Calheiros destacou os bons resultados turísticos de 2024 em todos os indicadores, apesar das guerras e da instabilidade económica e política em alguns dos mercados-chave como o alemão e o francês, e antecipou, para 2025, “um ano igual ou ainda melhor que o de 2024”, um ano em que “o mercado interno continuará a ter bons indicadores e o número de turistas estrangeiros continuará a crescer, nomeadamente os turistas norte-americanos, graças às novas ligações aéreas diretas entre Portugal e os Estados Unidos, previstas ainda para este ano”.
“Em Portugal não há turismo a mais, há sim é economia a menos”
Há bons resultados mas há também desafios, sendo que para o presidente da CTP, um deles reside na “implementação de estratégias que levem ao surgimento de novas centralidades e que desmistifiquem a ideia de que há turismo a mais” porque, na sua ótica, “em Portugal não há turismo a mais, há sim é economia a menos” e é isso que tem que ser demonstrado aos portugueses, o que está a ser feito através de uma campanha de comunicação da CTP com o apoio do Turismo de Portugal, onde é revelado que “todos os portugueses podem contar com o turismo, seja qual for a sua idade, profissão ou religião”.
Os desafios não se ficam, no entanto, por aqui, com Francisco Calheiros a sublinhar que o turismo tem necessidades “que devem ser atendidas e resolvidas para continuar a criar riqueza e emprego”.
Entre as “urgências” em que a CTP continuará a insistir ao longo de 2025 conta-se o novo aeroporto, o TGV e a modernização da ferrovia, uma gestão mais eficiente dos territórios, soluções para a falta de mão de obra, e o reforço do investimento em formação e valorização das profissões turísticas, enumerou.
Francisco Calheiros disse também esperar, da parte do Governo, “abertura para discutir uma verdadeira reforma de Estado e capacidade de discussão com os projetos do PRR”.


