Museus e monumentos nacionais receberam 1,5 milhões de visitas até junho
Apesar de denotarem alguma recuperação estes números ficam ainda longe dos registados no período homólogo de 2019. O Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa continua a ocupar o primeiro lugar da lista.
Segundo os dados da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), veiculados pela Lusa, os museus, monumentos e palácios nacionais registaram mais de 1,5 milhões de visitantes no primeiro semestre de 2022, um número que revela recuperação mas que fica ainda longe de 2019 (cerca de 65%), quando foram registados mais de 2,3 milhões de visitantes no primeiro semestre do ano.
Embora a diferença continue a ser negativa, com um diferencial de -34,5%, comparando os números de 2022 com os do período homólogo de 2019, a retoma tem sido gradual, tanto que no primeiro trimestre a variação, face ao mesmo período de 2019, tinha sido de -43,0%, enquanto a variação no segundo trimestre aponta para -29,0%.
No entender da DGPC, “o 3.º trimestre de 2022 vai permitir concluir se, de facto, 2022 é o ano da recuperação total face a 2019”.
O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foi o monumento mais visitado, ultrapassando as 363.766 entradas, seguindo-se a Torre de Belém com 227.219 e o Mosteiro da Batalha, com 109.563.
Entre os mais visitados estão, ainda, o Convento de Cristo, em Tomar, com 104.175 visitantes, o Palácio Nacional de Mafra, com 97.261, o Museu Nacional do Azulejo, com 86.857 e o Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, com 74.371 visitas.
Devido à pandemia covid-19, museus de todo o mundo enfrentaram perdas de público e de receitas, com valores entre 70% e 80% de quebra dos visitantes devido às restrições e quarentenas impostas pelas autoridades, o que aconteceu também em Portugal, segundo os números do ICOM, do Observatório Português de Atividades Culturais e da DGPC, divulgados em 2021.


