Mercado alemão atingirá números da pré-pandemia até 2024
O mercado alemão vai regressar em força às viagens até 2024, segundo a GlobalData, que aponta para que nesse ano os alemães realizem um total de 117,9 milhões de viagens aéreas, número que ultrapassa os níveis da pré-pandemia.
Apesar de o panorama económico não ser o mais favorável, o último relatório da GlobalData, intitulado ‘Alemanha Source Tourism Insight, 2022 Update’, aponta para uma “clara recuperação” do mercado alemão no que toca ao turismo internacional. O estudo prevê que em 2024, o mercado alemão seja responsável pela realização de 117,9 milhões de viagens aéreas, número que ultrapassa os 116,1 milhões de viagens realizadas em 2019. Ainda assim, o mesmo estudo perspetiva que as viagens económicas sejam as mais procuradas, com a vizinha Áustria a ser a grande beneficiada.
“A pandemia do COVID-19 teve um enorme impacto nas viagens internacionais da Alemanha. Os números do turismo internacional encolheram para uma fração do que eram em 2019, registando um declínio de 64,5% ano a ano, de 116,1 milhões de viajantes em 2019 para 41,2 milhões em 2020, a que se somou um declínio 40,4 milhões em 2021. Com as restrições agora amenizadas e a confiança a voltar, as projeções para 2022 e anos seguintes são muito mais brilhantes. Essa recuperação será um grande impulso, pois a Alemanha é um importante mercado de origem no cenário global”, afirmou Megan Cross, analista de viagens e turismo da GlobalData, comenta.
Tendências do mercado
Apesar disso, o tipo de viagens pode ter alterações devido à conjuntura económica que não se adivinha fácil para os próximos anos e, embora tendencialmente, o mercado alemão sempre tenha mostrado preocupações com os gastos, isso pode agora reforçar-se.
Neste âmbito, a um inquérito da GlobalData, 55% dos entrevistados alemães identificou a ‘acessibilidade’ como um fator principal para decidir onde ir de férias, com as companhias aéreas low cost como a Ryanair, EasyJet, Eurowings, Air Berlin, TUIfly e Condor a poderem ser as preferidas para as viagens internacionais.
“Tempos de inflação elevada levariam, em tempos normais a uma diminuição da procura por viagens internacionais. No entanto, como vimos em várias histórias sobre filas nos aeroportos europeus, a procura ainda está muito presente. Muitos viajantes europeus interessados em manter os seus planos de férias podem simplesmente reduzir o valor que gastam em produtos e serviços antes e durante a viagem. Por exemplo, os viajantes que geralmente ficam em hotéis de categoria média porte agora podem se inclinar para formas económicas de alojamento apara manter os custos baixos. Isso certamente ajudará as empresas que já têm como alvo viajantes com orçamento limitado”, considera Megan Cross.
Outra tendência do mercado alemão é o recurso às agências de viagens online para fazer as suas reservas. O mesmo inquérito concluiu que mais de um quarto (29%) dos entrevistados alemães normalmente usa agentes de viagens online ao reservar uma viagem. Este foi, de longe, o método de reserva mais popular, seguido pela reserva direta com um provedor de alojamento (16%) e agências de viagens físicas (15%). Esta decisão de reservar com agentes de viagens (tanto on-line quanto off-line) está alinhada com a prioridade que os viajantes alemães colocam em ‘quão bem o produto/serviço é adaptado às minhas necessidades e personalidade’, com 59% dos inquiridos a responder respondendo ‘sempre’ ou ‘frequentemente’.
O inquérito revelou ainda que 29% dos turistas alemães costumam tirar férias para visitar familiares e amigos. No outro extremo da escala, apenas 11% dos entrevistados disse ter feito férias gastronómicas em 2021, um número pequeno – especialmente quando comparado ao resto do mundo, que teve uma média de 26%.
Por outro lado, apenas 17% dos viajantes alemães disseram que não estão preocupados com a propagação do Covid.
“A falta de turistas alemães durante a pandemia impactou muitos países, especialmente na Europa. Destinos que podem atender às necessidades específicas dos alemães verão os seus prazos de recuperação encurtados nos próximos anos”, concluiu a analista de viagens e turismo da GlobalData.


