Magnet ganhou mais clientes e teve “crescimento ao nível dos que já existiam” disse Nuno Vargas diretor-geral do consolidador
Em 2025, o crescimento da Magnet, rondou os 10% face ao ano anterior, tendo também crescido “significativamente” ao nível da rentabilidade. Para 2026, ano em que começará a disponibilizar reservas na Ryanair, o consolidador espera voltar a crescer ao mesmo nível, mas o diretor-geral, Nuno Vargas, alerta que ainda “há demasiadas incertezas”.
Para a Magnet, o ano de 2025 foi “acima de tudo, um ano de consolidação”, em que o crescimento “em termos de volume, rondou os 10%” mas em que “crescemos significativamente também em termos de rentabilidade”, anunciou o diretor-geral, Nuno Vargas, explicando que “fizemos alguma reestruturação das nossas fontes de receita para incrementar a rentabilidade (…) o que é fundamental para a empresa”.
Para os bons resultados obtidos contribuiu também a continuidade da aposta num “serviço de qualidade”, porque, considerou, “a única forma de nos diferenciarmos uns dos outros é no tipo de serviço”. A este nível sublinhou que “o apoio que podemos dar no pós-venda é o que nos diferencia da concorrência, e é reconhecidamente um fator importantíssimo”, sobretudo “em alturas de crise”. Nestas alturas, afirmou, o que é necessário é tranquilizar o cliente, dizer-lhe que “vamos fazer o possível e o impossível para ajudar a resolver os problemas”, seja “ao nível de um voo que foi cancelado, ou porque o cliente delas, o passageiro, chegou atrasado ao aeroporto e perdeu o voo e é preciso fazer uma remissão”.
Ao nível das situações em que foi necessário prestar apoio, 2025 trouxe alguns desafios e, para o diretor-geral da Magnet, o que correu menos bem foi apagão elétrico: “Foi o pior momento que tivemos. Tivemos o aeroporto parado (…) tivemos de ajudar uma quantidade de pessoas a procurar soluções para saírem do país” até porque “as próprias companhias aéreas não estavam preparadas”. A isto juntou-se “uma agravante, porque nós próprios ficámos sem possibilidade de fazer nada enquanto não houve eletricidade”, o que gerou “um processo altamente complexo” para os dias seguintes.
Outra das situações complicadas teve a ver com a situação do aeroporto de Lisboa decorrente da saturação da infraestrutura mas também do novo sistema de entrada e saída na U.E, que “sobretudo no final do ano foi caótica”.
“Hoje em dia, passam 30 milhões [de pessoas] pelo aeroporto de Lisboa. Eu acho um milagre conseguir-se alavancar uma infraestrutura daquelas para mais de 50% do número de passageiros do que estava inicialmente previsto como limite – não sei como é que eles conseguem, mas realmente fazem milagres”, disse Nuno Vargas, frisando que “é preciso encontrar uma solução para o aeroporto, de uma vez por todas”.
“Sempre tivemos uma preocupação grande com a questão do controlo de recebimentos. Temos margens muito pequeninas e não nos podemos dar ao luxo de grandes riscos de crédito por causa disso”, mas esta decisão [antecipação dos pagamentos do BSP pela IATA] “implica um esforço muito grande para todo o setor”
Outra preocupação durante o ano de 2025 teve a ver com a decisão da IATA de encurtar os prazos de pagamento do BSP. “Sempre tivemos uma preocupação grande com a questão do controlo de recebimentos. Temos margens muito pequeninas e não nos podemos dar ao luxo de grandes riscos de crédito por causa disso”, mas esta decisão “implica um esforço muito grande para todo o setor. Quando vemos reduzir o prazo de pagamento para metade, há uma quebra da liquidez muito grande”.
Embora considerando que se trata de uma questão de adaptação e que “o problema é mais na fase inicial”, alerta para a possibilidade de “na época alta” poderem surgir “alguns problemas maiores” devido aos “maiores volumes de emissões”.
Com uma entrada em 2026 “muito similar ao ano passado”, mas a tendência é subir e manter o mesmo ritmo de crescimento que se verificou em 2025, até porque “nas duas últimas semanas já ficámos 10% acima”. Ainda assim, considera que “isto é sempre muito relativo, não estamos numa indústria de produção contínua, ficamos sempre um bocadinho dependentes do que o mercado pede”.
Na base do crescimento verificado está a “antecipação das emissões para o início do ano”, dado que, “ao contrário do que se passava há uns anos, quando as pessoas compravam muito mais tarde, agora começam a emitir-se os bilhetes muito mais cedo”. Acresce que “tem havido, da parte da Magnet, um esforço de captação comercial muito grande, que começa a produzir resultados, havendo não só “mais clientes” mas também crescimento ao nível dos que já existiam.
“Para o corrente ano, a novidade deverá ser a disponibilização de reservas na Ryanair: “Estamos agora a analisar uma solução que nos permitirá oferecer aos clientes reservas de emissões na Ryanair” que será “lançada, de preferência, ainda este semestre”, muito pelo peso que esta low cost tem no mercado, em especial no Porto”
Para o corrente ano, a novidade será disponibilização de reservas na Ryanair: “Estamos agora a analisar uma solução que nos permitirá oferecer aos clientes reservas de emissões na Ryanair” que será “lançada, de preferência, ainda este semestre”, muito pelo peso que esta low cost tem no mercado, em especial no Porto.
Também este ano, a Magnet vai continuar a fazer “implementações dos NDCs que vão surgindo no mercado”, e continuará a aguardar que o NDC da TAP avance finalmente: “Já implementámos o NDC da TAP em 2023, salvo erro. Fomos os primeiros a implementar, e temos estado a aguardar que a TAP avance”, frisou o diretor-geral da Magnet.
Com uma quota de mercado que “ronda os 5% do BSP”, a Magnet mantém objetivos de crescimento para este ano. “Estamos a contar crescer de novo à volta de 10%”, antecipou Nuno Vargas, alertando, no entanto, que “há demasiadas incertezas para estarmos a fazer grandes previsões”.



