Lusanova Tours cresceu 8% em 2025 e Tiago Encarnação avança que “estamos a vender mais do que no período homólogo do ano passado”
A Lusanova, nas suas várias valências, mas com exceção do Brasil, atingiu um volume de vendas de 30 milhões de euros em 2025, com a tour operação a crescer 8% face ao ano anterior, anunciou em conferência de imprensa, na sexta-feira, 20 de fevereiro, Tiago Encarnação, diretor de Operações da Lusanova, que avançou que as vendas neste início do ano estão acima do ano passado.
De acordo com o diretor de Operações da Lusanova, para o crescimento do operador foram particularmente importantes os destinos asiáticos, até porque nem tudo foram rosas ao longo de 2025, dado que a Europa, “teve uma ligeira quebra” que acabou por ser “compensada pelos destinos fora da Europa”. Ainda assim nem tudo correu mal ao nível dos destinos europeus já que Itália manteve o primeiro lugar do pódio no número de reservas da Lusanova, e foram registados crescimentos no Reino Unido, Turquia e Grécia. Além disso, houve dois destinos, concretamente a Albânia e a Islândia, que começam a despertar interesse nos clientes, e se destacaram em 2025, “com crescimentos”.
Portugal e Espanha apresentaram bons resultados nas vendas do ano passado, tendo Tiago Encarnação referido que “os Circuitos Ibéricos cresceram 25%”. Já a Madeira registou uma boa evolução, tanto ao nível da procura por parte de clientes individuais como dos circuitos, enquanto os Açores apresentaram um registo positivo, alavancado pela procura no segmento de grupos.
Relativamente aos destinos mais longínquos, a Ásia foi a área geográfica que mais contribuiu para o crescimento do operador em 2025, com Tiago Encarnação a explicar que “o Sudoeste Asiático cresceu, mas foi a China e o Japão, que tiveram maiores crescimentos”.
Com aumento de procura estiveram também os safáris, especialmente quando combinados com as praias do Índico, ou com os stopovers que o operador possibilita: “Nós propomos mesmo isso aos agentes de viagens que passam a ideia ao seu cliente fica encantado com a possibilidade de conhecerem não só o país das suas férias, mas de conhecerem também mais uma cidade”, salientou Francisco Patrício, responsável comercial da Lusanova Tours.
O Brasil, que será este ano uma forte aposta do operador, também cresceu em vendas, e segundo Tiago Encarnação, “é por isso que voltámos a apostar na programação [para o Brasil] assim como para o Canadá”, frisando, no entanto, que “onde nós não crescemos, foi para os Estados Unidos”.
Para finalizar o balanço, o diretor de Operações da Lusanova, referiu que os “circuitos plus” do operador, que são constituídos por uma oferta mais completa, em que se destacam as refeições incluídas, e não tem partidas confirmadas, tiveram 70% de concretização e os grupos privados tiveram um crescimento de 27%.
Vendas nos primeiros meses do ano de 2026 estão acima do ano passado
Questionado sobre as vendas neste início de ano, Tiago Encarnação, afirmou que ”estamos a vender mais do que no período homólogo do ano passado. Não gosto muito de fazer prognósticos, porque o ano ainda vai no início, e ainda muita coisa pode acontecer, mas neste momento as vendas estão a correr bem”.
Pormenorizando um pouco, referiu ainda que “Na Lusanova Plus, já temos grupos confirmados para maio, e os pedidos de grupos privados das agências aumentaram consideravelmente, o que é um bom sinal. É um sinal de que o nosso serviço, a nossa prestação de serviço, está a ter um bom acolhimento junto dos agentes de viagens”.
Quanto aos destinos com maior procura, o responsável salientou a Ásia, sendo que tanto o Japão como a China “continuam a ter muita procura”. Já quanto a destinos mais próximos, destacou o Egito e Marrocos.
Na América do Sul, a Argentina e o Chile são, neste início de 2026, os países mais procurados, pelo efeito Patagónia e pelo programa para o norte da Argentina, destinos que segundo Tiago Encarnação “o ano passado tinham tido uma ligeira quebra e este ano estão a subir”.
Quando questionado sobre a perspetivas para este ano, referiu que “por mais estranho que possa parecer aquilo que eu vou dizer, a nossa baliza está sempre em manter a sustentabilidade da empresa, não ligo muito ao crescimento”, acrescentando que “o crescimento é importante se for para consolidar e se contribuir para a rentabilidade do nosso negócio e do negócio do agente de viagens que nos compra, concluindo que “é lógico que quero manter os mesmos números ou subir face a 2025, mas a meta é continuar a prestar um bom serviço”.



