LePlan aposta nas três áreas de produto Disney para “conseguirmos aumentar a penetração da marca no mercado” afirmou Constantino Pinto
À margem da apresentação das novidades dos destinos Disney realizada segunda-feira, 15 de dezembro, pela LePlan, operador turístico do Grupo Ávoris, o Turisver falou com Constantino Pinto, diretor comercial da tour operação do Grupo em Portugal, para saber um pouco mais sobre a atividade da LePlan no mercado português.
Constantino, este foi um primeiro período da LePlan com a Disney em Portugal, que culminou com este evento. Que balanço é que pode fazer da penetração da LePlan no mercado português?
O balanço que faço é positivo. Nós começámos devagarinho vai para três anos, mantivemos um volume de faturação mais ou menos estacionado durante os dois primeiros anos. O ano passado começámos a crescer, e este ano duplicámos a faturação em relação ao ano anterior.
Já estamos em valores que a própria Disney diz que são simpáticos, tendo em conta a dimensão do mercado português. Qual é o grande problema? O produto é excelente, o site é excelente – e não são palavras minhas. Ainda há pouco estava a falar com vários colegas agentes de viagens que me transmitiram isso mesmo -. O que acontece é que as pessoas estão tão rotinadas em utilizar outros operadores que operam este produto, e não se lembram da LePlan.
O nosso objetivo não é, obviamente, estarmos a retirar clientes a quem já está no mercado, o nosso objetivo é conseguirmos, com esta nova dinâmica de produto, com estas três grandes áreas de produto que aqui foram apresentadas – e relembro, a Disneyland Paris, o Walt Disney World Resort, em Orlando, e os cruzeiros Disney -, aumentar a oferta para que os agentes de viagens possam sensibilizar o mercado para a qualidade e para a diversidade deste produto.
Como a colega que fez a apresentação dizia, há pessoas que não estão na disposição de ir a um parque, porque é muita gente, têm de esperar muito tempo, mas têm a opção do cruzeiro que é fantástico, tem toda a magia da Disney, e é um produto que não é caro, atendendo à qualidade.
Estamos plenamente convencidos que, com esta aposta forte nestas três grandes áreas de produto Disney, conseguiremos aumentar a penetração da marca no mercado, e, consequentemente, também aumentar a nossa cota de mercado. Estamos muito empenhados em aumentar a penetração da Disney no mercado, para que tanto a nossa concorrência como nós, possamos ter vantagens e fazer ver à Disney que o mercado português é um mercado com grande capacidade, também para a Disney.
Esta vossa aposta no cruzeiro Disney acaba por ter uma mais-valia, uma vez que têm um voo com várias frequências em determinados períodos do ano, à partida de Madrid, para Orlando isso facilita muito a comercialização?
Sem dúvida, nós, Iberojet, já não temos voo, porque em negociações e conversações com a Iberia, decidimos que abdicar da linha e passámos a ter condições preferenciais com a Iberia, o que nos permite ter estas frequências, que agora acho que são 4 por semana e depois passarão a ser 3, mas que têm uma grande vantagem: o acordo SPA que temos com a Iberia, que nos permite, tanto de Lisboa como do Porto, fazer o check-in direto ao destino. Para o cliente é uma comodidade enorme, é quase um voo direto, não tem que se preocupar com a bagagem em Madrid porque está em trânsito, e isso vale tanto para o parque como para o cruzeiro.
“O nosso grande desafio para 2026 é fazer chegar o produto aos agentes de viagens e dotá-los dos meios necessários, quer em termos de conhecimento, quer em termos de tecnologia, para poderem, de forma ágil e com confiança, vender ao cliente final”
Quanto à Disney, vão fazer algumas iniciativas no próximo ano?
Sim, iremos fazer esta mesma apresentação no Porto, no final de janeiro ou no princípio de fevereiro, e estamos a pensar e a desenhar uma série de formações e de iniciativas para mantermos uma presença muito ativa e permanente junto dos agentes de viagens.
O nosso grande desafio para 2026 é fazer chegar o produto aos agentes de viagens e dotá-los dos meios necessários, quer em termos de conhecimento, quer em termos de tecnologia, para poderem, de forma ágil e com confiança, vender ao cliente final.
Iremos fazer muitas iniciativas, formações, roadshows, estaremos em cidades grandes, em cidades pequenas, vamos estar muito presentes. Depois teremos também toda uma série de atividades online que vão permitir ao agente de viagens estar perfeitamente sintonizado com os clientes.



