Julho trouxe aumento de 4,9% nos proveitos do alojamento turístico, com RevPAR e ADR a acelerarem
Com o número de hóspedes a aumentar 1% e as dormidas 2,1%, os proveitos totais do alojamento turístico no mês de julho, ascenderam a 923,7 milhões de euros e os de aposento a 734,4 milhões de euros, correspondendo a crescimentos de 4,9% e 4,8%, respetivamente, divulgou esta segunda-feira o INE.
De acordo com as estatísticas rápidas do Instituto Nacional de Estatística, o Algarve concentrou a maior parcela dos proveitos (35,0% dos proveitos totais e 35,1% dos proveitos de aposento), seguindo-se a Grande Lisboa (21,2% e 21,9%, pela mesma ordem) e a região Norte (14,1% e 14,2%, respetivamente).
À exceção da Grande Lisboa, onde os proveitos totais diminuíram (-2,0% nos proveitos totais e -2,2% nos de aposento), todas as restantes regiões do país observaram um crescimento dos proveitos totais, com o INE a destacar que os maiores aumentos foram registados no Alentejo (+19,8% nos proveitos totais e +19,7% nos de aposento) e na Península de Setúbal (+10,9% e +10,6%, pela mesma ordem).
O INE indica que tanto o RevPAR como o ADR “aceleraram em julho”, com o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) a atingir os 104,3 euros (+1,8% em termos homólogos) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) a alcançar os154,9 euros (+3,2%).
Os dados divulgados pelo INE revelam que o RevPAR mais elevado foi registado no Algarve (151,4 euros), seguido das Regiões Autónomas da Madeira (127,1 euros) e dos Açores (122,6 euros). Foi, no entanto, o Alentejo a região que apresentou o maior crescimento (+14,6%), enquanto a Grande Lisboa registou o único decréscimo (-7,3%).
No que se refere ao ADR, foi também o Algarve que registou o mais elevado, com 203,2 euros, seguindo-se o Alentejo, com 168,8 euros. Já os maiores aumentos neste indicador registaram-se no Alentejo (+12,5%) e no Centro (+7,2%). No polo oposto, a Península de Setúbal e a Grande Lisboa foram as únicas regiões a apresentar decréscimos (-3,3% e -2,0%, respetivamente).


