José Apolinário: “Precisamos qualificar as pessoas e continuar a defender o turismo” do Algarve
José Apolinário, presidente da CCDR Algarve, falava na sessão de abertura da Conferência ‘Turismo +30’ realizada pela AHETA na quinta-feira, 28 de maio, onde referiu alguns dos principais desafios que a região tem pela frente, e recordou Elidérico Viegas, fundador da AHETA.
Num evento realizado no âmbito dos 30 anos da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), José Apolinário começou por recordar o seu fundador, Elidérico Viegas, falecido em novembro do ano passado: “Felicito a AHETA por ter colocado, nas celebrações dos 30 anos, o reconhecimento sobre o papel do Elidérico Viegas na construção de uma voz da Região em termos dos empresários”, e assim ter feito a “reconciliação com a memória do Elidérico Viegas”, que “sempre procurou afirmar a posição dos empresários e a posição do Região no contexto do turismo”, disse.
Para o presidente da CCDR Algarve, apesar de o fundador da AHETA ter sido uma pessoa controversa “no fim do dia, ele tinha razão” ao afirmar que as associações empresariais deviam estar representadas na CTP e que a especificidade do Algarve em termos do turismo devia ser afirmada “porque nós queremos continuar a ter turismo e o turismo é essencial para o desenvolvimento regional”, sublinhou.
José Apolinário defendeu que “esta tem de ser uma questão-chave”, dado que “no Algarve há descontentamento em relação à segurança, há descontentamento em relação à educação, há descontentamento em relação à saúde, mas há aceitação em relação ao turismo” com a “maioria das pessoas considera positivo o turismo para o desenvolvimento regional”, destacou, referindo-se a um estudo recentemente apresentado.
Com as eleições autárquicas à porta “vamos passar agora uma fase de discussão sobre se o ciclo político nacional está influenciado pelo turismo, ou pela economia, ou pelo nível de remuneração do turismo”, lembrou, acentuando que, no imediato, o Algarve tem que resolver problemas como os da habitação, da água, da mobilidade e da entrada no aeroporto.
Olhando o futuro, defendeu que a região tem que “aumentar as qualificações dos trabalhadores” para que “a atividade do turismo possa ser mais eficiente e possa continuar a ser a principal atividade da nossa região e o Algarve continuar a ser o líder por excelência no investimento no turismo”.
“Precisamos qualificar as pessoas e continuar a defender o turismo porque é a nossa principal atividade económica e a atividade do Algarve que acrescenta valor ao país. Sem dúvida num quadro em que é necessário continuar a ter contributo de outras atividades em termos económicos, mas fazendo do turismo aquilo que é a mola propulsora, aquilo que é a força motriz da nossa região”, concluiu.


