João Ramos diretor-geral da Atlantigadget que detém duas Bestravel tem como objetivo “ter entre 5 a 10 agências” em 2 a 3 anos
Diretor-geral da Atlantigadget que detém as agências Bestravel Leiria e Évora, João Currito Ramos chegou há pouco tempo ao setor das viagens, mas já tem objetivos precisos para os próximos anos, que passam pelo crescimento do número de agências sob a sua responsabilidade, conforme desvendou em entrevista ao Turisver.
A Bestravel Leiria está de portas abertas desde outubro do não passado. Onde é que a agência fica exatamente localizada?
A loja Bestravel Leiria fica no centro de Leiria, junto à Praça Rodrigues Lobo, numa transversal a cinco metros da praça. Acaba por não ter muita visibilidade, mas está bem situada para aqueles que querem ir ter connosco, aliás até há estacionamento por baixo da praça.
É uma loja apelativa, charmosa, está bem decorada, e temos todas as condições para receber os clientes, com um bom espaço de lounge e café para oferecer, mas a verdade é que hoje em dia os clientes já não se deslocam muito à agência, é tudo muito feito por telefone, email, WhatsApp.
Antes de abrir a agência de Leiria já estava ligado ao setor?
Não, não, eu venho do setor de vestuário, o setor das viagens é uma novidade para mim. Tenho bastante experiência como gestor de empresas e estou a contratar pessoas que têm já experiência na área para as lojas, para poder dar ao cliente um serviço de excelência.
Quando um gestor quer investir e olha para o mercado global, o que é que o leva a decidir pela área das agência de viagens, e não por outra área qualquer?
Esta ideia veio um pouco através do convite do CEO da Bestravel, o Carlos Batista, que é meu amigo de faculdade, e que tem este projeto de, em localidades onde não existe franchisado, eu poder vir a abrir uma loja, se realmente tiver potencial em termos de localização, em termos de população e se existir poder de compra na localidade.
“A rentabilidade vai ser difícil de aumentar em termos percentuais, mas a nível absoluto pode ser uma boa rentabilidade se realmente a agência tiver escala e faturar bem – a escala aqui é fundamental”
Nestes poucos meses de porta aberta, o que é que mudou da sua ideia inicial para agora?
A maior dificuldade deste negócio reside no facto de ter margens apertadas, o que nos leva muitas vezes a questionar se realmente tomámos o caminho certo.
Contudo, com a máquina que está por trás da marca, de grande apoio, com inovações todos os anos, com marketing forte e a melhorar constantemente, penso que tem muitas pernas para andar e tem potencial. A rentabilidade vai ser difícil de aumentar em termos percentuais, mas a nível absoluto pode ser uma boa rentabilidade se realmente a agência tiver escala e faturar bem – a escala aqui é fundamental.
Vocês já conseguem, com a estrutura que têm, organizar viagens à medida do cliente?
Nós temos todas as condições para fazer pacotes à medida para qualquer lugar do mundo, só não temos ainda para a Lua. O que é que acontece? Hoje em dia, no mundo globalizado em que vivemos, e com a concorrência que temos, não somos a única marca a ter essa hipótese. As outras marcas também têm essa hipótese de fazer tudo à medida, porque aqui trabalha-se é com os operadores e com agentes locais para conseguir fazer esses pacotes. O que acontece é que vai depender do agente de viagens. O agente de viagens com experiência consegue fazer um pacote à medida mais facilmente do que alguém sem experiência. Alguém sem experiência, o mais confortável para ele vender vai ser um pacote em que já está tudo programado, e quais são os valores da venda.
A região de Leiria é conhecida por ter muitas empresas. Esse é um dos focos do vosso trabalho?
Como estratégia, dissemos logo que inicialmente não íamos muito focar-nos nas empresas, porque é um setor que normalmente pede crédito e havendo uma margem tão baixa é preciso um investimento ainda maior para conseguir ter muito dinheiro na rua. Então, começámos por não investir ainda nesse segmento e começar a fazer o target às empresas da região, que são muitas e grandes.
Disse há pouco que a sua perspetiva é crescer para outras localidades já identificaram as localidades?
Não, a perspetiva é crescer a nível nacional, sempre para localidades onde não exista uma agência Bestravel e, claro, queremos abrir sempre onde haja poder de compra. Por exemplo, no caso da Bestravel Évora, o franchisado teve alguns problemas e quis sair do negócio, nós vimos que seria uma loja com potencial de crescimento e decidimos ficar com aquela loja.
Neste momento, sabendo já quanto é que custa fazer o investimento numa agência, o objetivo, a dois ou três anos, é de ter quantas agências?
O plano, neste momento, é abrir duas a três lojas por ano, portanto, eu diria que num espaço de dois a três anos, o objetivo é virmos a ter entre 5 a 10 agências.
A loja de Évora começou logo a funcionar porque se trata de uma loja de transferência, não é?
Sim, a loja de Évora é uma loja de transição, já estava a funcionar, já tinha os seus clientes, mas como a responsável da agência quis sair, teve uma proposta da outra empresa e saiu, nós tivemos que encontrar uma alternativa para o lugar dela, e temos agora uma nova pessoa, que é o Kevin Hortinha, que traz muita bagagem. O Kevin trabalhava na El Corte Inglês, mas também trabalhou muitos anos na Top Atlântico, ou seja, é um profissional com muita experiência, com uma boa carteira de clientes, e eu acredito que a agência pode faturar o dobro mantendo os seus clientes atuais e com o Kevin a trazer os seus.



