Investimento hoteleiro em Portugal ultrapassou os 330 M€ no primeiro semestre
No 1º semestre deste ano, o investimento hoteleiro em Portugal ascendeu a 331 milhões de euros, +33% do que no mesmo período de 2024, segundo dados de várias consultoras, divulgados à agência Lusa. Para o segundo semestre prevê-se igual dinamismo.
Em declarações à agência Lusa (notícia replicada pelo site Noticias ao Minuto), as consultoras Cushman & Wakefield (C&W), JLL, CBRE e Savills traçaram um retrato globalmente positivo do mercado hoteleiro português, assente no forte dinamismo da atividade turística no país.
De acordo com a Cushman & Wakefield, “o apetite pelo investimento em hotelaria continua estável em Portugal”, destacando transações importantes concluídas no primeiro semestre deste ano, como os hotéis Anantara Vilamoura e Cascais Miragem.
A consultora JLL reporta um total de 331 milhões de euros em ativos hoteleiros transacionados no primeiro semestre (+33% face ao período homólogo), e assinala o interesse contínuo dos investidores no setor.
Por seu turno, a CBRE projeta que o investimento hoteleiro em 2025 fique acima do efetuado o ano passado, devendo ultrapassar os 600 milhões de euros, com 71% do investimento a ser assegurado por investidores internacionais, nomeadamente, europeus.
Já a Savillis antecipa que as projeções de investimento hoteleiro para o segundo semestre deste ano “mantêm-se promissoras”
Relativamente a projetos em pipeline, a Cushman & Wakefield contabiliza cerca de 110 projetos com inauguração prevista para os próximos três anos, sendo que 30 deverão abrir portas durante o segundo semestre de 2025. A grande maioria dos projetos são hotéis de 4 e 5 estrelas (37% e 45%, respetivamente)
A JLL avança com um total de 115 projetos em desenvolvimento, dos quais 71 em construção, e um ‘pipeline’ de 12.172 quartos dos quais mais de metade (56%) em construção.
Já a CBRE confirmou a abertura de 25 unidades (cerca de 2.800 quartos) este ano e prevê a inauguração de pelo menos mais 11 até ao final do ano.
Por fim, a Savills destaca que “o ‘pipeline’ está “robusto” para os próximos dois anos, com Lisboa a liderar com 3.300 quartos em desenvolvimento, seguindo-se o Algarve (3.000) e o Porto e Norte (2.000).


