Investimento hoteleiro em Portugal alcançou máximo histórico de 512 M€ no 1º semestre
No 1º semestre deste ano, o investimento hoteleiro em Portugal atingiu 512 milhões de euros, representando uma subida de 82% em termos homólogos, segundo a consultora imobiliária CBRE, que sublinha que “este é o volume mais elevado registado num primeiro semestre desde que há registos”.
O investimento hoteleiro na Península Ibérica atingiu os 2.600 milhões de euros durante o primeiro semestre de 2026, o que representa um aumento de 27% face ao mesmo período do ano anterior. Segundo a consultora CBRE, “este é o volume mais elevado registado num primeiro semestre desde que há registos”.
Os dados da consultora indicam que Portugal concentrou cerca de 512 milhões de euros de investimento, registando um destacado crescimento interanual de 82%, enquanto Espanha atingiu os 2.100 milhões de euros, mais 18% do que no ano anterior.
Em conjunto, Portugal e Espanha captaram mais 27% de capital do que há um ano, impulsionadas pelo auge dos ativos de luxo e pelo crescente interesse internacional pela região, dados que confirmam a “forte atratividade” dos dois países para os investidores e consolidam a Península Ibérica como um dos principais focos de investimento hoteleiro na Europa.
Durante os primeiros seis meses do ano foram transacionados 88 ativos hoteleiros, face aos 74 registados no 1º semestre de 2025, somando mais de 10.100 quartos, o que configurou um aumento de 9% em termos homólogos.
Luxo impulsiona investimento e capital ibérico lidera
A consultora detalha que a aposta nos hotéis de categoria superior continua a ganhar protagonismo, com os estabelecimentos de 5 estrelas e grande luxo a concentrarem 47% de todo o investimento hoteleiro registado na Península Ibérica durante o primeiro semestre.
Esta tendência, sublinha o estudo, “foi especialmente intensa em Portugal, onde este segmento representou 85% do volume investido, consolidando o posicionamento do país como um dos destinos preferidos para o investimento em ativos premium”.
Segundo a consultora, os investidores ibéricos lideraram a atividade investidora, tendo representado cerca de 55% de todo o investimento hoteleiro na região, sendo, no entanto, de destacar que “em Portugal a quase totalidade da atividade foi liderada por compradores internacionais”, enquanto em Espanha “predominou claramente o investidor nacional, com cerca de 1.400 milhões de euros investidos”.
Em destaque estiveram ainda os compradores de França, com cerca de 357 milhões de euros, e do Reino Unido, com mais de 225 milhões de euros investidos, “direcionando uma parte significativa deste capital para o mercado português”.
Os dados apontam também que os investidores institucionais continuaram a ser os mais ativos durante os primeiros seis meses deste ano, “concentrando cerca de 1.200 milhões de euros, o equivalente a metade de todo o investimento hoteleiro registado na Península Ibérica”, sendo que em Portugal, o capital institucional foi claramente o principal protagonista da atividade transacional”, revela a consultora.
As cadeias hoteleiras representaram 25% do volume, “com cerca de 681 milhões de euros, enquanto os investidores privados concentraram perto de 23% do investimento total”.
Equilíbrio entre produto urbano e de lazer
O investimento manteve uma repartição equilibrada entre produto urbano e de lazer, com os ativos de lazer a concentrarem 52% do volume investido, face aos 48% registados pelos hotéis urbanos. Se em Espanha, o segmento de lazer liderou a atividade com 54% do investimento, já em Portugal os ativos urbanos representaram 58% do mercado, com Lisboa como principal foco investidor ao registar aproximadamente 200 milhões de euros, o equivalente a 37% do volume total do país.
Para o resto do ano, “as perspetivas continuam favoráveis” destacou a CBRE, citando dados do European Hotel Investor Intentions Survey 2026, “onde Espanha se posiciona como o mercado mais atrativo para o investimento hoteleiro na Europa, enquanto Portugal ocupa a quarta posição, reforçando o posicionamento da Península Ibérica entre os destinos preferidos pelo capital internacional.


