INE: Taxa de sazonalidade em 2024 atingiu o valor mais baixo desde 2013
Dados divulgados esta quarta-feira pelo INE mostram que a taxa de sazonalidade (peso relativo dos 3 meses de maior procura) em 2024, diminuiu para 36,6%. Outro indicador que decresceu em 2024 foi a dependência dos 3 principais mercados.
De acordo com o INE, os 36,6% de taxa de sazonalidade atingidos o ano passado representam o valor mais baixo desde 2013. “Este indicador foi mais elevado nos residentes (40,9%) do que nos não residentes (34,5%), embora diminuindo em ambos”, sublinha o Instituto Nacional de Estatistica.
Os mesmos dados revelam que o Alentejo continua a ser a região mais marcada pela sazonalidade (43,6%, após 44,5% em 2023), seguido pela Península de Setúbal (42,2%, após 42,5%), enquanto a RA Madeira (29,5%; 30,2% em 2023) e a Grande Lisboa (30,0%, após 29,9% em 2023) são as regiões onde esta taxa é menor.
“Considerando as dormidas de residentes, o Algarve foi a única região a apresentar uma taxa de sazonalidade superior a 50% (56,1%). Na Grande Lisboa e na RA Açores, este indicador atingiu 27,6% e 30,7%”, revela o INE.
Em relação às dormidas de não residentes, as maiores taxas de sazonalidade observaram-se na RA Açores (48,7%) e no Centro (41,8%), e as mais baixas na Madeira (29,2%) e na Grande Lisboa (30,7%).
Dependência dos três principais mercados externos voltou a decrescer em 2024
Embora 2024 tenha sido o ano em que o turismo esteve mais dependente dos mercados externos (à exceção de 2017), os quais representaram 67,7% das dormidas na generalidade dos meios de alojamento, a dependência do principal mercado externo, a Grã-Bretanha, registou o ano passado o terceiro valor mais baixo desde 2013 (17,7%).
De acordo com o INE, se analisado o conjunto dos três principais mercados externos [Grã-Bretanha. Alemanha e Espanha],verifica-se que estes representaram 39,4% do total das dormidas de não residentes na generalidade dos meios de alojamento em 2024, o valor mais baixo desde 2013.
“Face a 2023, a dependência do conjunto dos três principais mercados externos diminuiu 0,9 p.p., recuando 8,4 p.p. face a 2013”, lê-se no relatório do INE.
A Grande Lisboa é a região menos dependente, quer principal mercado externo (15,9%) quer do conjunto dos 3 principais mercados externos (32,7%). No polo oposto, o Algarve foi a região mais dependente do principal mercado externo, que representou 35,1% das dormidas de não residentes registadas na região, e também do conjunto dos 3 principais mercados externos (57,4%).


