INE: Proveitos do alojamento turístico aumentaram 4,8% no 1º trimestre
Dados divulgados esta quinta-feira pelo INE mostram que, apesar de o número de hóspedes apenas ter crescido 2,3%, com as dormidas a recuarem 0,5% no 1º trimestre deste ano, influenciados pela Páscoa, os proveitos aumentaram 4,8%, significando que os preços continuam a ter uma trajetória de crescimento.
De acordo com os dados publicados pelo INE, no 1º trimestre deste ano os proveitos totais atingiram 956 milhões de euros, enquanto os relativos a aposento totalizaram 699,5 milhões, o que se traduziu em acréscimos homólogos de 4,8% e 4,3%, respetivamente (+11,7% e +12,1% no trimestre anterior).
“No primeiro trimestre de 2025, foi retomada a trajetória de abrandamento do crescimento dos proveitos iniciada no primeiro trimestre de 2024 e que apenas foi interrompida no quarto trimestre do ano anterior”, indica o INE.
No período em análise, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 40,8€ no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, registando um aumento de 2,9% (+8,4% no trimestre anterior).
O valor de RevPAR mais elevado foi registado na RA Madeira (72,8€), onde ocorreu também o maior aumento (+20,8%), seguindo-se a Grande Lisboa (68,5€), sem alteração face ao período homólogo.
O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 91,6€ (+3,0%, após +6,3% no trimestre anterior), com o valor mais elevado a registar-se na Grande Lisboa (115,6€), seguida da RA Madeira (103,2€), que apresentou também neste indicador o maior crescimento (+15,9%).
Por tipologia de alojamento, os valores de ADR mais elevados registaram-se no agrupamento pousadas e quintas da Madeira (142,3€), nos estabelecimentos de turismo no espaço rural e de habitação (111,1€) e nos hotéis (97,4€). Em termos de categorias, destacaram-se os hotéis e os hotéis-apartamentos de 5 estrelas (163,7€) e 136,7€, respetivamente).
Madeira e Algarve foram as regiões mais dependentes dos mercados externos
De Janeiro a março, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 5,7 milhões de hóspedes e 13,4 milhões de dormidas, correspondendo a variações de +2,3% e de -0,5%, respetivamente.
Os mercados externos continuaram a ser dominantes, representando 67,9% do total de dormidas (9,1 milhões; -2,3% em termos homólogos), sendo, no entanto, de notar, que este é o valor mais baixo registado desde o 3.º trimestre de 2022 (65,7% do total), Já as dormidas de residentes aumentaram 3,6% para 4,3 milhões, não chegando para colmatar a quebra registada nos mercados externos.
A RA Madeira foi a região que apresentou, em termos de dormidas, maior dependência dos mercados externos (85,2% do total), seguida pelo Algarve (81,2%). Em sentido contrário, no Centro e Alentejo, as dormidas de não residentes apresentaram menor expressão nos totais regionais (24,3% e 31,2%, respetivamente).
A Grande Lisboa concentrou maior número de dormidas de Janeiro a março deste ano (28,3% do total), seguida do Algarve (18,6% do total) e do Norte (18,0%). De acordo com o INE, as dormidas dos residentes concentraram-se mais no Norte (24,0% do total), enquanto as dos não residentes ocorreram, principalmente, na Grande Lisboa (32,9% do total).
O INE assinala que os resultados do 1.º trimestre foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Pascoa, que ocorreu este ano em abril.


