INE: Dormidas de não residentes voltaram a crescer em junho com mercado alemão em destaque
Após uma ligeira descida de 0,1% em maio, as dormidas de não residentes voltaram a aumentar em junho (+2%). O destaque foi para o mercado alemão que registou um crescimento de 9% em termos homólogos, depois de uma queda de 7,1% em maio.
Dados publicados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, revelam que em junho, o setor do alojamento turístico registou 3,1 milhões de hóspedes (+2,5%) e 8,1 milhões de dormidas (+3,1%%), depois de, em maio, terem aumentado 2,8% e 1,3%, respetivamente.
As dormidas de residentes totalizaram 2,4 milhões, tendo crescido 5,8% (+5,6% em maio), enquanto os mercados externos aumentaram 2,0% (-0,1% em maio), atingindo 5,7 milhões de dormidas.
De acordo com os dados do INE, os 10 principais mercados emissores foram responsáveis por 76,5% do total de dormidas de não residentes, com o mercado britânico a manter a liderança (20,3% do total das dormidas de não residentes em junho), apesar de registar um decréscimo de 1,0% face ao mês homólogo (+1,6% em maio).
Já as dormidas do mercado alemão, segundo principal mercado emissor (11,3% do total), registaram um crescimento de 9% (-7,1% em maio). Na 3ª posição continua o mercado norte americano (quota de 11,0%), que registou um aumento de 5,5% (+6,3% em maio).
Estada média aumentou “à boleia” do mercado interno
Depois de alguns meses a descer, a estada média voltou a subir no mês de junho, passando para 2,59 noites (+0,6%), à “boleia” do mercado interno, já que a estada média dos residentes (2,06 noites) aumentou 4,2%, enquanto a dos não residentes (2,90 noites) recuou 1,1%.
Os valores mais elevados continuaram a observar-se na RA Madeira (4,51 noites) e no Algarve (3,91 noites), com o INE a sublinhar que “nestas duas regiões e na RA Açores (3,08), as estadas médias ficaram acima da média nacional, em linha com o observado em junho do ano passado”. Já as estadias mais curtas observaram-se na região Centro (1,73 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,85 noites).
O INE sublinha ainda que “a RA Madeira registou as estadas médias mais prolongadas, quer dos não residentes (4,80 noites) quer dos residentes (3,65 noites)”.
Taxas líquidas de ocupação-cama e quarto também aumentaram em junho
No mês em análise, a taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico aumentou 0,4pp para 54,8%, enquanto a taxa líquida de ocupação-quarto (65,1%) subiu 0,3 p.p..
Os maiores crescimentos da taxa líquida de ocupação-cama registaram-se na RA Madeira (+1,7 p.p.), no Alentejo e no Algarve (+1,4 p.p. em ambas), enquanto o maior decréscimo ocorreu na RA Açores (-1,2 p.p.).
A RA Madeira e a Grande Lisboa continuaram a registar as taxas de ocupação-cama mais elevadas (74,3% e 62,4%, respetivamente). Já os valores mais baixos foram registados no Centro (33,9%) e no Oeste e Vale do Tejo (38,2%).

