INE: Dormidas de não residentes recuam em junho pela primeira vez em oito meses e crescimento dos proveitos abranda
Dados do INE mostram que no mês de junho, as dormidas no alojamento turístico aumentaram apenas 0,7% face ao período homólogo, ancoradas no mercado interno, já que as de não residentes recuaram 0,6%. Já os proveitos, apesar de terem registado um abrandamento no crescimento, subiram 4,7%.
Publicados sexta-feira, 31 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística, os dados indicam que no mês de junho, o alojamento turístico registou 3,1 milhões de hóspedes e 8,1 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 1,0% e 0,7%, respetivamente. No entanto, para este crescimento apenas contribuíram os residentes em Portugal, que foram responsáveis por cerca de 2,5 milhões de dormidas, refletindo um crescimento de 3,8% face ao mesmo período do ano passado.
Já as dormidas de não residentes caíram pela primeira vez em 8 meses: menos 0,6%, para cerca de 5,7 milhões. A propósito deste indicador, o INE recorda que “as dormidas de não residentes mantinham até este mês uma trajetória de crescimento iniciada em outubro de 2025”.
No período em análise, os dez principais mercados emissores concentraram 76,9% do total de dormidas de não residentes, com o mercado britânico a manter-se como principal mercado emissor, tendo até interrompido a trajetória de decréscimo dos 2 meses anteriores, apresentando um crescimento homólogo e 1,9%
Os Estados Unidos foram o segundo principal mercado emissor, tendo crescido 2,8%, enquanto o mercado alemão, que ocupou a terceira posição, registou um recuo de 4,9%. De acordo com o INE, este foi “o primeiro recuo deste mercado desde junho do ano anterior”.
O mercado que mais cresceu, entre os 10 principais, foi o canadiano (+4,0%), enquanto o mercado francês continuou a registar o maior decréscimo (-7,9%).
Crescimento dos proveitos abrandou
Os dados publicados pelo INE mostram que, em junho, os proveitos totais atingiram 786,6 milhões de euros e os de aposento ascenderam a 609,3 milhões de euros, refletindo crescimentos de 4,7% e 4,5%, respetivamente, “abrandando face ao mês anterior (+5,7% e + 4,9%, em maio, pela mesma ordem)”.
De salientar que, de acordo com os dados do INE, “todas as regiões registaram aumentos nos proveitos, com exceção do este e Vale do Tejo (-2,4% nos proveitos totais e -0,4% nos proveitos de aposento). Os maiores crescimentos foram observados na RA Açores (+7,0% nos proveitos totais e +7,2% nos de aposento).
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 90,5 euros, refletindo um crescimento de 1,0% (+0,6% em maio), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 140,8 euros (+2,7%, após +2,4% em maio). Em ambos os indicadores, os valores mais elevados foram registados na região de Lisboa, com 128,4€ e 167,5, respetivamente para cada indicador.


