Hotelaria liderou investimento imobiliário comercial em Portugal no 1º trimestre com 39% do total
Nos primeiros 3 meses deste ano, o investimento em imobiliário comercial em Portugal aumentou 39% face ao mesmo período do ano passado, cifrando-se em para 911 milhões de euros. A hotelaria liderou com 39% do investimento global, avançou esta segunda-feira, a Savills.
Em comunicado, a Savills fez saber esta segunda-feira, 11 de maio, que o investimento em imobiliário comercial em Portugal aumentou 39%, para 911 milhões de euros, no primeiro trimestre deste ano, registando um volume 130% acima da média dos primeiros trimestres dos últimos três anos.
A consultora indica que os setores de ‘hospitality’ e retalho estiveram em destaque, representando, mais de 70% do investimento realizado.
Mais em concreto, a hotelaria liderou o investimento efetuado nos primeiros 3 meses deste ano, com 39% do volume total e um aumento de 130% em termos homólogos, “apoiada na força do turismo”.
Citado no comunicado, o diretor e ‘head of Lisbon’ da Savills Portugal, Pedro Figueiras, considera que “o arranque de 2026 confirma a robustez do mercado de investimento imobiliário comercial em Portugal”.
O responsável destaca que Portugal está a motivar “um apetite continuado por parte de investidores nacionais e internacionais, sobretudo nos segmentos com fundamentais mais sólidos”. Sublinha ainda que “num contexto em que o sul da Europa continua a captar atenção pela combinação entre crescimento, procura turística e reconfiguração de cadeias logísticas, Portugal destaca-se pela estabilidade, pela qualidade do produto e pela capacidade de oferecer oportunidades com um perfil risco/retorno muito competitivo”, sustenta.
Embora a incerteza global persista, a Savills considera que “o ambiente político estável de Portugal, os sólidos fundamentais do lado ocupacional e a procura consistente por parte dos investidores posicionam o país como um dos mercados imobiliários mais resilientes do sul da Europa”, o que leva Pedro Figueiras a olhar para os próximos trimestres “com otimismo, assente no apetite do capital, na dinâmica transacional em curso e na atratividade estrutural do país”.


