Hotelaria concentrou 27% do capital investido em imobiliário comercial no 1º semestre
Os dados são do Marketbeat Portugal Outono publicado pela consultora em serviços imobiliários Cushman & Wakefield (C&W), que resume a atividade do mercado imobiliário nacional em 2025, e destaca as suas principais tendências e perspetivas.
O relatório, que aponta para uma “forte recuperação” do mercado imobiliário no 1º semestre de 2025, totalizando 1.260 milhões de euros (+70% em termos homólogos) destaca a hotelaria como o segundo setor que concentrou maior investimento, concretamente 27% do total do capital investido.
Salientando que a atividade turística em Portugal manteve um desempenho positivo durante o início de 2025, com um aumento transversal dos principais indicadores, apesar do abrandamento natural do ritmo de crescimento face aos últimos anos, o relatório avança que “até junho de 2025 entraram em operação perto de 50 novos hotéis, acrescentando 2.470 quartos à oferta nacional”.
De acordo com o relatório, mais metade das inaugurações correspondeu a hotéis de 4 estrelas (53%), seguindo-se os 5 estrelas que representaram 19% das novas aberturas, o que, reflete “a crescente procura por uma experiência de alojamento de qualidade elevada”, indica a consultora.
Relativamente à oferta futura, o relatório indica que estão em fase de projeto e/ou construção 116 novos projetos hoteleiros, que somam um total de 12.400 quartos, com abertura prevista até 2028, o que mostra que a hotelaria está a afirmar-se cada vez mais como “uma classe de investimento em crescimento, com maior diversidade de capital, novos perfis de investidores e uma crescente profissionalização das operações, através de parcerias estratégicas entre gestão e investimento”.
Tendo em conta os novos projetos com abertura prevista até 2028, o estudo sublinha que “esta nova oferta demonstra uma clara aposta na qualificação da hotelaria”, dado que a maior concentração incide em unidades de 4 e 5 estrelas (39% e 45%, respetivamente)”.
Em termos da distribuição regional dos novos projetos, o relatório indica que os concelhos de Lisboa e Porto agregam 40% do total desta oferta futura, destacando-se também o Algarve com mais de 10 unidades hoteleiras previstas para os próximos 3 anos, representando 17% do total.
“A qualificação da oferta turística continua a marcar tendência, com destaque para conceitos que valorizam a autenticidade, o contacto com a natureza e o slow living, redefinindo o luxo nos destinos urbanos e regionais. Esta evolução tem reforçado a perceção de valor de Portugal como destino turístico”, refere o relatório.


