Hóspedes e dormidas desaceleram em fevereiro mas aumento dos preços assegurou crescimento dos proveitos
Dados publicados esta terça-feira, 31 de março, pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, indicam que os proveitos totais do alojamento turístico atingiram os 299,4 milhões de euros, mais 4,3% em termos homólogos. Este crescimento teve por base, essencialmente, o aumento dos preços, já que ao nível de hóspedes e dormidas as subidas foram modestas.
Em fevereiro de 2026, setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes (+0,8%) e 4,2 milhões de dormidas (+1,3%), aumentos modestos que reflectem a desaceleração do crescimento da actividade turística.
As dormidas de residentes aumentaram 3,2% (+4,2% em janeiro), atingindo 1,4 milhões, enquanto as de não residentes cresceram 0,4% (após +0,8% em janeiro), totalizando 2,8 milhões.
Os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Alentejo (+4,2%) e no Norte (+3,4%), enquanto as quebras mais acentuadas ocorreram na RA Açores e no Centro (-3,4% e -1,9%, respetivamente). A Grande Lisboa (28,3%), o Algarve e o Norte (18,4% em ambas) concentraram a maior proporção de dormidas (65,1% no seu conjunto).
No entanto, o INE assinala que “os resultados de fevereiro poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado ao Carnaval, bem como pelo impacto de fenómenos meteorológicos intensos e anómalos ocorridos nos meses de janeiro e fevereiro”.
De referir ainda que entre os dez principais mercados emissores, o destaque em fevereiro foi para o mercado brasileiro, que registou o maior crescimento (+29,6% em termos homólogos), enquanto o mercado francês registou o decréscimo mais acentuado (-16,7%). O mercado britânico manteve-se na liderança mas voltou a descer, tal como vem acontecendo desde há meses.
Proveitos aumentam 4,3% mas também desaceleram
Ainda assim, segundo os dados do INE, estes resultados traduziram-se em 299,4 milhões de euros de proveitos totais e 216,7 milhões de euros de proveitos de aposento (+4,3% e +4,0%, respectivamente, do que no mesmo mês do ano passado). Mesmo assim o aumento dos proveitos desacelerou face a Janeiro, quando em ambos os indicadores se tinham verificado subidas de 5,4%.
Em termos de proveitos, a Grande Lisboa liderou, concentrando 33,7% dos proveitos totais e 35,3% dos proveitos de aposento, seguida da RA Madeira (18,5% e 18,0%, pela mesma ordem) e do Norte (16,0% e 16,3%, respetivamente).
Já ao nível do aumento destes indicadores, a liderança pertenceu à RA Madeira, onde os proveitos totais subiram 12,7% e os proveitos de aposento aumentaram 11,3% em termos homólogo. Seguiu-se o Alentejo, com aumentos de +6,4% e +8,7%, respectivamente, em cada um dos indicadores.
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 39,7€, refletindo um crescimento de 0,2% (+1,6% em janeiro), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 89,6 € (+2,7% em janeiro).
Os dados do INE revelam ainda que o RevPAR mais elevado foi observado na RA Madeira (76,6€), seguida da Grande Lisboa (62,7€), enquanto os maiores crescimentos foram registados no Alentejo (+6,9%) e na RA Madeira (+6,3%). Já o maior decréscimo ocorreu na Península de Setúbal (-3,7%).
Já os valores mais elevados de ADR foram observados na RA Madeira (109,6€) e na Grande Lisboa (109,1€), sendo que a RA Madeira registou o maior crescimento (+10,7%).


