Grupo Pestana “não comenta” eventual passagem do Hotel Turismo da Guarda a Pousada de Portugal
“O Hotel Turismo da Guarda deverá passar para as mãos do Grupo Pestana, podendo ter a marca Pousada de Portugal”, avançou ao jornal Terras da Beira, fonte próxima do processo de concessão daquela unidade hoteleira. Contactado pelo Turisver, o Grupo Pestana Hotels responde com um: “Não comentamos”.
O mesmo meio de comunicação dava esta terça-feira, como garantida esta “passagem de mãos”, faltando apenas a autorização do Ministério das Finanças “à proposta que tinha sido aprovada pelo conselho diretivo do Turismo de Portugal tendo em vista a celebração de um contrato de arrendamento com um operador económico”.
Segundo a mesma notícia, as negociações têm vindo a decorrer desde o início do verão, estando a cargo dos ministérios da Economia e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e o anúncio oficial deverá ser feito no próximo domingo, 27 de novembro, por António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, aquando da sessão solene comemorativa do aniversário da cidade da Guarda.
Encerrado há 12 anos, o edifício Hotel Turismo da Guarda, – projetado por Vasco Regaleira foi inaugurado em 1947 – tendo sido vendido em 2010 por aquela autarquia ao Turismo de Portugal, por 3,5 milhões de euros, para ser recuperado e transformado em unidade hoteleira de charme, com uma escola de hotelaria, o que não acabou por se concretizar.
Recorde-se, que no passado dia 11 de outubro, aquele empreendimento foi desafetado do Programa Revive através de um despacho publicado em Diário da República e assinado pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, pelo secretário de Estado da Defesa Nacional, Marco Capitão Ferreira, pela secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, e pela secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.
Uma decisão justificada pelo Governo pela urgência em “recorrer a soluções alternativas que permitam estancar a degradação contínua do imóvel e promover o respetivo aproveitamento económico, em benefício do Estado e da economia nacional”.


