Grupo IAG gostaria de “ter um caminho” para a maioria do capital na TAP “ao longo do tempo”
O interesse em adquirir uma posição maioritária na TAP “ao longo do tempo”, caso a IAG (grupo proprietário da Iberia e da British Airways) avance para a compra da companhia, já foi dado a conhecer ao Governo português.
“Ao longo do tempo, gostaríamos de ter um caminho para uma [posição] maioritária, porque daria possibilidade ao negócio para crescer sem o investimento de outros acionistas”, disse o administrador do IAG Jonathan Sullivan, num encontro com jornalistas portugueses, em Dublin, na Irlanda.
O responsável acrescentou que este interesse foi já expresso ao Governo português, embora o Grupo IAG ainda não tenha decidido se vai ou não avançar para a compra da TAP. “Não sabemos se vamos participar ou não, depende das condições”, realçou Jonathan Sullivan.
O executivo explicou que o negócio da TAP é interessante para o IAG por “muitas razões”, como o ‘hub’ que considerou ser “um ativo tremendo”, e também pela conectividade com a América Latina e com a América do Norte, que seria “um bom complemento” à operação das companhias que compõem o grupo IAG, como a Aer Lingus.
Recorde-se que, além do Grupo IAG, também a Lufthansa e a Air France-KLM têm vindo a manifestar publicamente interesse no negócio da TAP.
Jonathan Sullivan avançou ainda que se o IAG vier a ficar com uma participação na TAP, pretende que a companhia “se mantenha orgulhosamente portuguesa”, tendo, também, garantido que se essa aquisição vier a acontecer, o grupo pretende desenvolver “os dois hubs” – Lisboa e Madrid.
“Ter ‘hubs’ que são, de alguma forma, próximos, é muito positivo, […] porque os passageiros beneficiam”, defendeu, lembrando que Dublin é mais próximo de Londres do que Lisboa de Madrid, tal como acontece com Barcelona e Madrid.


