Grupo Hoti “plenamente interessado em participar” na transformação da Caparica em centro de surf
Foi desta forma que Miguel Caldeira Proença, CEO do Grupo Hoti Hotéis que detém um hotel na Costa de Caparica, respondeu à questão que lhe foi colocada sobre o projeto de transformação da Costa de Caparica num polo de surf nacional e europeu.
Transformar a Costa da Caparica no principal polo de surf nacional e europeu é o objetivo do projeto “Caparica Surf Center”, que a Associação de Surf da Costa da Caparica (ASCC) apresentou à Câmara de Almada e que apenas aguarda resposta do município para avançar. O projeto já é antigo, já foi apelidado de “Centro de Estágios Internacional de Surf” e considerado “uma das prioridades para o concelho de Almada”. Antes do passado verão, a ASCC apresentou-o à Câmara de Almada e posteriormente divulgou-o no seu site.
O Grupo não tem conhecimento direto do projeto, mas com o hotel TRYP Lisboa Caparica Mar, situado mesmo em frente à praia da Costa de Caparica, a ser a unidade da Hoti Hotéis com maior volume de receitas, Miguel Proença admite que “estamos plenamente interessados em participar”, até porque “o hotel já tem uma “colaboração muito estreita com Lufi Surf School que gostaríamos de aprofundar mais”.
Para o responsável, esta aposta no surf torna “relativamente mais fácil a tematização do hotel” e fazer face à sazonalidade de que a Caparica sofre, tal como acontece com Peniche, onde o Grupo detém o hotel Star Inn Peniche, também ele muito vocacionado para o surf.
Se a Caparica vier a ser realmente a ser transformada num polo de surf de nível europeu, abre ao hotel do Grupo “a possibilidade de em épocas de ocupação tradicional mais baixa podermos desenvolver outro tipo de iniciativas”.
Sobre o mercado de surf, Miguel Proença adianta que o seu peso é mais evidente no hotel de Peniche, sendo que no TRYP Lisboa Caparica Mar é ainda residual, “um mercado de nicho” porque “os eventos que foram sendo desenvolvidos na Caparica eram eventos que tinham uma pressão grande sobre o preço”. Por isso, se existir a possibilidade de capturar este mercado em épocas mais baixas da ocupação tradicional, isso irá criar valor acrescido e ser “altamente benéfico” tal como está a acontecer em Peniche que antes de ser um destino com a tematização do surf “era um destino claramente por descobrir”.
Sublinhando que a tematização de um destino cabe às autarquias, o CEO do Grupo Hoti Hoteis explica que a grande questão é saber até que ponto é que um destino consegue manter este segmento de mercado em termos de atratividade e da sua projeção internacional que tem que ser feita ao mais alto nível. A partir daí cabe aos agentes turísticos, neste caso aos hoteleiros, preparar a sua oferta e a estrutura das suas unidades para receber um segmento de mercado que “é específico”, que “precisa de condições muito próprias” e um cliente que “se não for tratado de uma forma apropriada acaba por causar perturbação aos restantes clientes”.
“Hotéis que desenvolvem as suas áreas comuns em mais do que um piso, como é o caso do TRYP Caparica, são hotéis com características ótimas para receber de forma diferenciada este segmento de mercado”, concluiu.


