Grupo Hoti Hotéis fechou 2025 “dentro do orçamentado” com as receitas a crescerem 7% face a 2024 para 121 M€
Para a Hoti Hoteis, 2025 “fechou com valores globalmente sólidos” e “com grande precisão os valores que tínhamos previsto”, nomeadamente ao nível das receitas, que atingiram os 121 milhões de euros, num crescimento de 7% face a 2024,com base na subida do preço médio. Em 2026 as receitas devem atingir os 130 milhões.
O ano de 2025 “fechou sólido” e “conseguimos, com grande precisão, atingir os valores que tínhamos previsto, seja em termos de receitas globais, seja em termos de resultados. Portanto, foi um ano que nós conseguimos fechar com valores globalmente sólidos”, afirmou Miguel Proença, CEO do Grupo Hoti Hoteis, durante um almoço com a imprensa, esta sexta-feira, 6 de janeiro, em que estiveram também presentes o chairman do Grupo, Manuel Proença, e o administrador Ricardo Gonçalves.
O responsável destacou, nomeadamente, o volume de receitas atingido, 121 milhões de euros, valor que reflete um aumento de 7% face a 2024, crescimento este que, uma vez mais, assentou no aumento do preço médio, que subiu 5% face a 2024, para 106 euros. Já a taxa de ocupação, que se fixou nos 74%, teve uma ligeira descida de 0,5 pontos percentuais. Para o crescimento dos resultados do Grupo, as novas unidade que o Grupo tem vindo a abrir, tal como as que têm sido remodeladas, têm dado um bom contributo e têm sido “uma parte importante do crescimento”.
Estes resultados foram fruto da estratégia “deliberada” do Grupo que se tem focado no aumento do preço médio e não na ocupação. “A evolução das vendas, globalmente, foi bem posicionada, mais uma vez também, muito em cima daquilo que foi mais em cima de preços e menos em cima de ocupação. Foi uma aposta deliberada desde o início do ano, que já tinha sido seguida também no ano anterior e que, mais uma vez, valeu a pena”, frisou Miguel Proença, acrescentando que “os aumentos do preço médio que estamos a conseguir, resultam muito de duas coisas: a qualificação da oferta e o upgrade de serviço”.
2026 deve trazer receitas da ordem dos 130 milhões de euros
Para 2026, a perspetiva é a de um novo crescimento de 7% nas receitas, para cerca de 130 milhões de euros, ou seja, é esperado “um ano de continuidade” mas, neste caso, não irá assentar tanto no aumento do preço médio mas também da ocupação. “Nós mantermos as expectativas de crescimento que tivemos em 2023 e 2024”, afirmou Miguel Proença. Assim, numa perspetiva de maior realismo, o crescimento das receitas será “repartido entre aumento do preço e ocupação” porque “já não temos já tanta margem de crescimento de preço em alguns destinos”.
O responsável afirmou mesmo que “temos de ter em consideração o facto de efetivamente termos alguns destinos relativamente aos quais seria completamente irrealista manter as expectativas de crescimento que tivemos em 2023 e 2024”.
Leiria, Porto, Peniche e Lisboa apontados como destinos com problemas
A propósito citou as dificuldades sentidas em destinos como Leiria, Porto, Peniche e Lisboa, por razões de ordem diversa. No caso de Leiria citou o “posicionamento difícil” do destino onde o aumento da oferta tem impactado no desempenho das unidades. Também no Porto, os problemas resultam do “excesso de aumento da oferta”, muito embora as perspetivas possam ser alteradas por via do aumento de voos para o Porto que se espera dada a situação do aeroporto de Lisboa.
Em Peniche, os problemas são diferentes, resultam essencialmente da extrema sazonalidade do destino e da dependência de um único segmento de mercado, que é o surf. “Peniche afirmou-se muito através de um segmento de procura ligado ao surf, mas estar dependente apenas de um segmento de mercado é algo bastante complicado e preocupante”, frisou.
Quanto a Lisboa, o problema é bem conhecido de todos e tem um nome: Aeroporto Humberto Delgado, sendo que, enquanto a situação aeroportuária não for resolvida, não são esperados grandes crescimentos turísticos.
Ainda assim, os constrangimentos sentidos nestes destinos têm sido compensados por outros, nomeadamente pela Madeira, mas também por Braga onde, adiantou o CEO da Hoti Hoteis, a abertura, em 2024 do INNSiDE Braga “que deve ser provavelmente, o melhor INNSiDE do mundo”, teve uma boa resposta por parte do mercado. O mesmo se espera que venha a acontecer com o hotel de São João da Madeira que a Hoti inaugurou no final de 2025 e que é a nova “joia da coroa” do Grupo.


