Grupo Gaviota está “a negociar” com a Ávoris o reforço da operação para Cuba em 2026, avançou o vice-presidente da Gaviota
À margem da conferência de imprensa realizada no âmbito da ‘Bolsa Turística Destinos Gaviota 2025’ no Cayo Santa María, o vice-presidente de Marketing do Grupo Gaviota, Frank Otulski, sublinhou o crescimento do mercado português para Cuba e afirmou que o aumento não é maior devido à campanha de desinformação contra o destino.
Em conversa com os jornalistas portugueses, o vice-presidente de Marketing do Grupo Turístico Gaviota começou disse que o mercado português para Cuba registou um crescimento este ano: “Tivemos um crescimento do mercado português para Cuba”, garantiu, sublinhando que foi “um dos poucos mercados que cresceu este ano”, o que aconteceu “graças ao trabalho que se fez no Algarve e que fizemos nós como empresa”.
Recorde-se que em maio do ano passado, a Gaviota realizou, no Algarve, a 1ª edição da Bolsa Turística Destinos Cuba em Portugal. Na altura, o presidente do Grupo, Carlos Latuff tinha apontado um crescimento de dois dígitos para o mercado português, no entanto, segundo Frank Otulski Rodriguez, o aumento “não é de dois dígitos”, justificando que “há uma campanha muito forte na Europa, em geral contra o desenvolvimento do turismo no Cuba” que “tenta desvirtuar as coisas que fazemos aqui”.
“Esta ação que fizemos junto dos agentes de viagens foi, em primeiro lugar, para que eles próprios vejam qual é a verdadeira realidade [do turismo em Cuba], esse é um dos passos fundamentais. Em segundo lugar, temos coordenado esforços de comunicação com operadores turísticos portugueses e com as cadeias hoteleiras que trabalham connosco em Cuba, como a Meliá e a Vila Galé”, destacou. Ainda assim, acrescentou, “a campanha é tão forte que se não vêm aqui e não veem, é difícil crescer”.
Segundo avançou Frank Otulski, o grupo Gaviota está “a negociar” com o Grupo Ávoris, o reforço da operação para Cuba, à partida de Portugal. “Os principais responsáveis da Ávoris estiveram cá e a programação do próximo ano será divulgada em breve”.
Embora haja ainda “alguns pormenores a serem finalizados, o que posso garantir é que a operação de Santa Clara vai manter-se a partir de Espanha e Portugal e também a operação de Varadero a partir de Portugal com a Ávoris” assegurou o responsável.
De acordo com o vice-presidente da Gaviota, o grupo pretende internacionalizar a Bolsa Turística Destinos Gaviota, realizando-a não apenas em Portugal mas também no Brasil: “Estamos a organizar-nos, em conjunto com os parceiros que nos fizeram a proposta de colaborar connosco para promover o destino nesses mercados”, avançou.
Varadero, onde será realizada a ‘Bolsa Turística Destinos Gaviota em 2026’, já foi o destino turístico cubano preferencial dos portugueses, o que não acontece hoje, nomeadamente pela oferta hoteleira envelhecida. Inquirido sobre a existência de algum plano para a recuperação dos hotéis mais antigos naquele destino, Frank Otulski garantiu que “é precisamente por isso que vamos fazer a Destinos Gaviota em Varadero no próximo ano, porque o evento implica sempre que os hotéis onde se realiza, se renovem. Temos alguns dos hotéis mais modernos de Varadero e alguns dos mais históricos, e temos que elevá-los todos a um nível de excelência”, afirmou.
Turisver em Cuba a convite do operador turístico Travelplan


