Governo dos Açores está a trabalhar “com rigor e responsabilidade” na criação do Fundo de Rotas Aéreas
A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, disse esta terça-feira, 18 de agosto, que o governo açoriano está a “trabalhar de forma séria, competente e fundamentada” na criação do fundo de rotas aéreas para a região.
Recorde-se que este fundo foi provado pelo parlamento regional em maio e publicado no dia 18 de junho, com o objetivo de garantir mais ligações aéreas e dar maior estabilidade ao setor turístico na região autónoma.
“Estamos a trabalhar de forma séria, competente e fundamentada para construir um instrumento eficaz, juridicamente robusto e plenamente compatível com o enquadramento legal europeu. O nosso objetivo é criar um mecanismo que produza resultados concretos, sustentáveis e duradouros para os Açores”, afirma a governante citada em nota de imprensa.
Segundo Berta Cabral, esta é “uma matéria complexa, que exige uma preparação sólida e o cumprimento de diversos requisitos legais e regulamentares nacionais e europeias”.
Na sequência da aprovação do respetivo diploma, foi constituído um grupo de trabalho multidisciplinar liderado pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, que integra representantes da Direção Regional do Turismo, Direção Regional da Mobilidade, Visit Azores, Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, contando com o apoio técnico da ANA – Aeroportos de Portugal.
De acordo com o comunicado, está já em curso “o processo de análise e definição do modelo mais adequado à realidade açoriana”, tendo o grupo de trabalho realizado já “três reuniões técnicas” Ainda durante este mês, deverá acontecer um novo encontro, no qual se pretende aprofundar a estruturação do modelo e consolidar os trabalhos desenvolvidos até à data.
Berta Cabral sublinha que o Fundo de Rotas foi criado há apenas dois meses, período durante o qual foi possível mobilizar as entidades relevantes, recolher contributos especializados e iniciar a elaboração da estrutura técnica necessária à sua implementação.
“Estamos a preparar um modelo credível e consistente, capaz de ultrapassar todas as etapas de validação exigidas pelas instituições europeias. O sucesso de um Fundo de Rotas depende da qualidade do trabalho preparatório e da sua conformidade com os requisitos legais aplicáveis”, frisa a governante.
“Ninguém pode exigir que um fundo aprovado há apenas dois meses apresente resultados imediatos. O que os açorianos esperam dos responsáveis públicos é trabalho sério, preparação rigorosa e soluções duradouras, e não anúncios precipitados ou expectativas irrealistas”, defende Berta Cabral.
“O Fundo de Rotas pode e deve representar uma ferramenta estratégica para reforçar a conectividade aérea, captar novas ligações, aumentar a competitividade do destino Açores e criar mais oportunidades para os açorianos e para as empresas da Região. Estamos a trabalhar com método, competência e sentido de responsabilidade para que este instrumento assente em bases sólidas e produza os resultados esperados. Esse é o compromisso deste Governo”, sublinha ainda.


