Gonçalo Rebelo de Almeida: “Decidimos fazer hotéis completos”, “humanos” e “não apenas espaços para dormir”
Na intervenção proferida no evento de celebração dos 40 anos da Vila Galé, Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do Grupo, falou do ADN Vila Galé que, afirmou, está ligado ao do seu fundador. Um ADN feito de princípios que, se continuarem a ser seguidos, permitirão ao Grupo enfrentar os desafios do futuro.
“A vida da Vila Galé está ligada a uma pessoa, que é o meu pai e aquilo que é o ADN da Vila Galé não deixa de ser o ADN do meu pai”, começou por dizer Gonçalo Rebelo de Almeida, de destacou, depois, cinco características do fundador do grupo que integram o ADN e a vida da Vila Galé: “uma capacidade de trabalho invejável”, o “espírito empreendedor” de quem “só está bem quando está a executar, a desenvolver novos projetos”; a combinação entre “alguma ponderação, bom senso, cuidado, análise”; “a paixão e emoção” e “o sentido de urgência”.
“São estes 5 fatores e estas características que, fizeram, fazem, e esperemos que venham a fazer parte da Vila Galé por muitos anos”, assumiu o administrador do Grupo, reconhecendo que este este ADN, que passa para as equipas e que “permitiu estruturar a empresa”, “é o grande desafio que temos pela frente”.
Foi com base nisso, disse, que “decidimos fazer hotéis completos, que proporcionem experiências gastronómicas, de entretenimento e lazer, de bem-estar e de saúde, e que não são apenas espaços para dormir”,
Depois, acrescentou, em determinada fase do percurso do Grupo, “também alinhámos que os hotéis têm que ter uma componente cultural e patrimonial”, uma ideia que começou a notar-se com a inauguração do Albacora no ano de 2000 que considerou ser “uma marca importante” para o Grupo por representar “aquilo que depois veio a perdurar na estratégia de crescimento da Vila Galé”. Isto porque, o Albacora “combina duas coisas, a recuperação de património histórico e o desenvolvimento de novos destinos”, já que, à época, Tavira “não existia no mapa dos operadores turísticos internacionais”.
Afirmando que a Vila Galé quer fazer “hotéis que sejam humanos, onde as nossas equipas façam parte daquilo que é a nossa distinção: Um atendimento afável, um atendimento simpático, uma relação afetiva com os hóspedes”, Gonçalo Rebelo de Almeida defendeu que se o o Grupo se mantiver fiel aos seus princípios, mantendo a linha estratégica que vem seguindo, conseguirá ultrapassar os desafios que se colocam atualmente à hotelaria, como “os recursos humanos, as tecnologias, a circunstância geopolítica, as alterações climáticas”. Ou seja, “o verdadeiro desafio, na verdade, é manter todos estes valores que fizeram parte do ADN” do Grupo até hoje, considerou.
Pedro Machado: A Vila Galé é hoje “uma marca inconfundível” no panorama nacional e internacional
Em declarações ao Turisver à margem do evento, Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Turismo, começou por destacar que “a história da Vila Galé quase se confunde com a história do turismo em Portugal”, tendo feito parte de “mais de dois terços” do “processo de crescimento do turismo em Portugal”.
Considerando que a Vila Galé “representa hoje uma marca inconfundível, quer no panorama nacional e particularmente internacional”, o governante disse mesmo ao Turisver que “hoje sentimos que Portugal acaba por estar, também graças ao Grupo Vila Galé, na preferência de muitos mercados estrangeiros”.

Pedro Machado salientou, também que o ‘savoir-faire’ do Grupo está “alinhado com a estratégia do governo”, em particular no que se refere a “recuperar património, conservar edifícios, abrir em espaços que estavam devolutos, trazer a cultura, a nossa história e a arte para as unidades hoteleiras”, tendo exemplificado com o segmento Collection que considerou ser “muito alavancado na ligação à cultura”.
Neste âmbito, Pedro Machado observou mesmo que existe “uma semente, um fermento que foi criado pelo Jorge Rebelo de Almeida e pela família Rebelo de Almeida, que hoje é claramente transponível para outros grupos económicos”, tendo exemplificado a recuperação de património feita pela Melia, através do Grupo Hoti Hoteis de Manuel Proença, e também com o Grupo The Lince Hotels.


