Gastos com viagens corporativas crescem em 2025 “à boleia” das PMEs
A conclusão é do Corporate Travel Study 2025 da consultora Deloitte, que aponta uma “recuperação desigual” no setor causada pelo aumento do “fosso” entre as grandes empresas e as PMEs.
De acordo com o estudo, as PMEs continuam a considerar que as viagens corporativas são uma ferramenta imprescindível para o crescimento dos seus negócios, enquanto as grandes empresas estão a reduzir o número de viagens e enveredam por novas prioridades estratégicas, apresentando, no entanto, orçamentos mais elevados para cada viagem. Significa isto que o gasto total em viagens corporativas vai crescer em 2025, impulsionado pelas PMEs.
Com 74% dos gestores inquiridos pela Deloitte a afirmar planos de aumento dos orçamentos para viagens corporativas face a 2024, o estudo conclui que as empresas com maior volume de gastos em viagens corporativas está a restringir o seu número e a reforçar a monitorização dos custos, tendo nomeadamente em conta fatores de sustentabilidade ambiental. Neste caso, as viagens estão a ser redefinidas com base no seu valor estratégico, no seu retorno económico e no seu alinhamento com os objetivos de sustentabilidade e eficiência.
Já no que se refere às PMEs, 80% das inquiridas tem planos para aumentar os gastos em viagens com o objetivo de fortalecer relações comerciais e atrair novos clientes, o que indica que para estas empresas os contactos presenciais possibilitados pelas viagens continuam a ser essenciais para estabelecer e consolidar acordos, participar em reuniões e promover-se em feiras do setor.
De acordo com o relatório, o número de profissionais a viajar em trabalho desceu para 31% em 2025, face aos 36% do ano passado, com uma nítida redução dos “viajantes frequentes”, já que apenas 53% vão fazer 3 ou mais viagens, quando o ano passado a fasquia estava nos 63%.

