Experiências são fator determinante na escolha de destinos pelos viajantes europeus
Uma nova análise baseada em investigação da Arival revela como os viajantes europeus estão a tornar-se mais selectivos, colocando as experiências como fator determinante para a escolha de um destino. A conclusão é do relatório “The 2026 European Experiences Traveler Outlook”, produzido em parceria com a Civitatis.
A investigação mostra que os viajantes europeus estão a viajar menos e a tornar-se mais seletivos com os seus gastos em viagens. No entanto, as experiências estão a emergir como o núcleo emocional e cultural da viagem, com os viajantes a darem prioridade a atividades significativas, imersivas e personalizadas.
Para a Civitatis, estas descobertas confirmam uma transformação mais ampla já visível em toda a sua plataforma: a procura de viagens está a mudar de “o que fazer” para “porque é que isso importa”, com as experiências a moldarem cada vez mais não só o planeamento da viagem, mas também a própria escolha do destino.
O relatório aponta para a importância estratégica das experiências no processo de tomada de decisão em viagem, com mais de metade dos viajantes europeus a colocá-las ao lado de fatores tradicionais como o clima, a gastronomia e a atratividade geral do destino.
Segundo a Civitatis, isto representa uma mudança fundamental no funil de viagens, onde a inspiração e a descoberta de experiências acontecem cada vez mais antes da seleção do destino.
Europa não está a avançar ao mesmo ritmo
O relatório destaca também diferenças claras entre os mercados europeus, revelando uma adoção desigual, mas crescente, do comportamento de viagem orientado pela experiência.
Espanha é o único grande mercado europeu onde o gasto médio em viagens tem aumentado de ano para ano, sinalizando uma maior resiliência na procura de experiências. Já a França, a Alemanha e o Reino Unido registaram quebras nos gastos em viagens, refletindo um comportamento dos consumidores mais cauteloso e orçamentos mais restritos.
Ao nível das discrepâncias entre os mercados europeus, o estudo revela ainda que os do sul da Europa continuam a apresentar uma maior consonância com as reservas online e os padrões de viagem focados nas experiências, em comparação com o norte da Europa.
Os viajantes dos 18 aos 34 anos continuam a liderar a mudança para viagens imersivas e participativas, sendo também os que mais gastam em passeios, atividades e atrações.
IA, dispositivos móveis e sustentabilidade
O relatório mostra que quase 8 em cada 10 viajantes reservam experiências com antecedência, impulsionados pela adoção de ferramentas digitais, com foco nos dispositivos móveis. Além disso, os viajantes utilizam cada vez mais ferramentas baseadas em IA para criar roteiros, comparar opções e inspirar viagens antes de reservar.
Acresce que a sustentabilidade está a tornar-se um fator determinante de compra, com o estudo a apontar que 65% dos viajantes europeus escolhem ativamente marcas e experiências que priorizam a sustentabilidade, com os viajantes mais jovens e com rendimentos mais elevados a demonstrarem uma maior disponibilidade para pagar mais por opções responsáveis.
Com base nas descobertas, o relatório identifica diversas implicações estruturais para o ecossistema de passeios e atividades:
- As experiências estão a tornar-se um fator primordial na escolha dos destinos, e não apenas no planeamento de viagens.
- A descoberta está a acontecer mais cedo no funil de viagens, cada vez mais influenciada pelas ferramentas digitais e de IA.
- Os operadores precisam de competir com base na relevância emocional, e não apenas na disponibilidade ou no preço.
- O comportamento “mobile-first” está a tornar-se o padrão em todas as faixas etárias.
- A sustentabilidade está a transformar-se num sinal de qualidade e confiança, e não apenas numa mensagem de marketing.


