Europa ficará em “clara desvantagem” se não forem resolvidos atrasos do Entry/Exit System, alerta WTTC
Em comunicado, o WTTC (World Travel & Tourism Council) apela a uma ação coordenada para salvaguardar a implementação do EES (Entry/Exit System) sem interromper as deslocações. De contrário, alerta, a Europa ficará em “clara desvantagem” face a outros destinos.
Embora o sector das Viagens e Turismo reconheça a importância da modernização dos sistemas fronteiriços e do reforço da segurança em toda a Europa, o WTTC tem vindo a defender que sem flexibilidade adequada, equipamento fiável, pessoal suficiente e comunicação eficaz com os viajantes, os estrangulamentos operacionais podem comprometer a experiência do visitante e a competitividade global da Europa como destino. “Se não for resolvido, este problema poderá colocar a Europa numa clara desvantagem em comparação com outros destinos globais que oferecem processos de entrada mais rápidos e simplificados”, alerta o organismo.
Uma análise recente do WTTC, baseada em inquéritos a mais de 2.500 viajantes em mercados-chave de curta e longa distância para a Europa, indica que esperas de 3 ou mais horas em filas de fronteiras, faz diminuir significativamente a procura, com cerca de “um terço dos viajantes a afirmar que teriam menos probabilidade de visitar a área Schengen”. Assim, o organismo alerta para a possibilidade de “colocar em risco até 41 milhões de chegadas e 45,4 mil milhões de dólares em potenciais gastos de visitantes na Europa”.
O WTTC está a solicitar três ações principais para garantir uma implementação tranquila: acelerar a adesão à aplicação Travel to Europe para o pré-registo digital no EES; lançar uma campanha de comunicação coordenada nos principais mercados de origem para que os viajantes compreendam claramente os novos requisitos fronteiriços antes da partida; e garantir a total prontidão operacional nas fronteiras através de pessoal adequado, equipamentos fiáveis e processos simplificados, incluindo para aqueles que já enviaram dados biométricos e de pré-registo.
Embora o sector apoie os benefícios a longo prazo de uma estrutura de fronteiras mais eficiente e segura, a implementação deve ser gerida de forma a salvaguardar a circulação fluida de viajantes internacionais e a proteger o valor económico que o Turismo traz às comunidades em toda a Europa, um sector que contribuiu com 3 biliões de dólares para a economia europeia e sustentou 40,7 milhões de empregos em 2025, o equivalente à população combinada da Suécia, dos Países Baixos e da Bélgica, lê-se no comunicado do WTTC.
Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC, afirmou: “O EES representa um passo importante para fronteiras mais inteligentes e seguras para a Europa. Mas a implementação tem de ser prática, coordenada e centrada no viajante. Se as longas esperas se tornarem uma prática aceite, os viajantes procurarão outros destinos. A Europa não pode dar-se ao luxo de comprometer a sua competitividade ou a experiência que oferece a milhões de visitantes. Encorajamos os decisores políticos a trabalharem em estreita colaboração com o setor para garantir que o sistema cumpre a sua promessa de melhores fronteiras sem criar barreiras não intencionais às viagens.”


