Estudo da RateHawk: 92% dos agentes de viagens estão satisfeitos com a profissão e 42% tem “relação duradoura” com o setor
A nível mundial, os profissionais do turismo mostram um “compromisso forte e duradouro” com a sua atividade e manifestam “elevados níveis de satisfação profissional”. Na área das viagens, 92% dos profissionais estão “muito satisfeitos ou satisfeitos” com as suas funções. As conclusões são de um estudo da RateHawk, divulgado esta quarta-feira.
A RateHawk, plataforma B2B de reservas de viagens desenvolvida pela Emerging Travel Group, acaba de divulgar as conclusões do seu relatório “O que Potencia os Profissionais do Turismo”, que explora a visão dos profissionais do setor sobre a indústria das viagens, tendo por base as respostas a um inquérito a mais de 1.300 profissionais na Europa, América do Norte, América Latina, Ásia e Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). A primeira parte do relatório centra-se nas tendências da experiência dos agentes de viagens e nos principais fatores que sustentam as suas carreiras duradouras.
As conclusões apontam que os profissionais do turismo em todo o mundo mostram um compromisso forte e duradouro com a indústria e manifestam elevados níveis de satisfação profissional. “A sua abordagem orientada por um propósito, impulsionada pela paixão pelas viagens e pelas ligações humanas, continua a moldar o setor e ajuda os especialistas a lidar com a crescente complexidade do ambiente pós-pandemia”, refere o estudo.
Mais de 40% dos profissionais tem mais de 15 anos de experiência
A relação duradoura com o setor é comprovada pelo facto de 42% dos inquiridos contarem com mais de 15 anos de experiência, uma tendência particularmente evidente na Europa (51% em média, tem mais leva mais de 15 anos na profissão), e muito particularmente em Itália (68%), Alemanha (64%) e Espanha (52%).
Ainda assim, a indústria continua a atrair novos profissionais, com 18% dos inquiridos a nível mundial a indicar ter entrado recentemente no setor, tendo apenas entre 1 a 3 anos de experiência. Em algumas regiões, esta percentagem é significativamente maior — por exemplo, 23% na América do Norte e 25% na América Latina. Entretanto, um em cada quatro inquiridos em todo o mundo (25%) trabalha na indústria entre 4 e 10 anos, enquanto 15% têm entre 11 e 15 anos de experiência.
O relatório destaca não apenas que a profissão de agente de viagens é a que mais atrai novos profissionais, como realça a crescente popularidade da profissão de consultor de viagens nos últimos três anos, um “fenómeno impulsionado pela transformação da economia após a pandemia e pelo desejo dos viajantes da nova geração de contar com agentes de viagens na planificação das suas viagens”, segundo Astrid Kastberg, diretora-geral da RateHawk.
O inquérito aponta que 93% dos participantes trabalham em pequenas e médias empresas com até 50 colaboradores. Destes, 50% dos agentes de viagens a nível mundial trabalham em empresas com 2 a 5 pessoas, sendo a maior concentração na Europa (58%) e na América Latina (47%). Cerca de 17% dos profissionais atuam como agentes independentes, sendo a América do Norte a região com a maior proporção (22%).
Em contraste, profissionais independentes são muito menos comuns na Ásia e no GCC, onde predominam empresas de dimensão média (6 a 50 colaboradores), representando 44% e 51%, respetivamente. A nível global, as empresas de dimensão média representam 26% dos inquiridos.
Setor das viagens é o que gera maiores níveis de satisfação
A satisfação no trabalho é notavelmente elevada na indústria das viagens, com impressionantes 92% dos profissionais a classificarem-se como satisfeitos ou muito satisfeitos nas suas funções, e apenas 1% a afirmar-se insatisfeito. A América Latina lidera com a taxa de satisfação mais elevada, com 95%. Apenas 1% dos inquiridos a nível mundial referiu estar insatisfeito.
A nível mundial, os profissionais de turismo sentem-se mais motivados pela oportunidade de criar experiências memoráveis para os seus clientes (51%), explorar novos destinos (42%) e receber feedback positivo dos clientes (39%). Um em cada quatro inquiridos também valoriza a independência que a carreira de agente de viagens oferece, enquanto o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal (21%) e os incentivos financeiros (15%) são menos frequentemente apontados como os aspetos mais gratificantes.
De acordo com o relatório, os inquiridos consideram que os aspetos mais gratificantes do seu trabalho são a construção de relações de longo prazo (36%), o feedback positivo (30%) e ajudar os clientes a encontrar a oferta perfeita (26%). Em contrapartida, concretizar vendas de alto valor é visto como uma experiência bem menos recompensadora, tendo apenas 8% dos inquiridos assinalado esta opção.
Para manterem a motivação, os profissionais de turismo escolhem o desenvolvimento profissional e empresarial contínuo: 46% participam em eventos da indústria de viagens, 45% definem metas pessoais de vendas, 39% valorizam as redes profissionais e 31% participam regularmente em webinares e cursos de formação. Outros hábitos motivadores incluem experimentar novas ferramentas de inteligência artificial, explorar parcerias e realizar viagens pessoais para criar itinerários melhores para os clientes.
Realizado no 2º trimestre deste ano, o inquérito foi realizado junto de representantes dos setores de viagens de lazer e de negócios, incluindo agências de viagens, empresas de gestão de viagens, operadores turísticos, membros de agências anfitriãs e consultores de viagens independentes.
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