Estudo da Go4Travel propõe oito prioridades para reposicionar e fortalecer o setor e a APAVT
O documento, divulgado esta sexta-feira, aconselha a reposicionar a APAVT no centro da mudança do setor e estabelece 8 eixos estratégicos para reforçar a importância do setor das agências de viagens, desde a digitalização e inovação à valorização do talento.
As propostas constam do “Project Momentum, um estudo que foi desenvolvido por iniciativa da Go4Travel, faz um diagnóstico ao setor da agências de viagens em e avança com uma proposta clara de transformação, assente em 8 eixos estratégicos, tendo em vista o reposicionamento do setor e o reforço da sua relevância económica.
O estudo conclui também da necessidade de reposicionar e fortalecer a APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, defendendo que a associação desempenhe “um papel mais ativo na liderança da mudança”, numa altura em que “é preciso definir o perfil do sucessor de Pedro Costa Ferreira”, que concluirá o seu quinto mandato enquanto presidente no final deste ano.
Num momento em que a APAVT representa mais de 650 associados e está a meses de ir a eleições, o documento defende que “a associação dispõe de capital institucional para liderar uma nova fase, não apenas representando o setor, mas também impulsionando a sua modernização, fortalecendo a sua coesão e mobilizando a sua capacidade de inovação”.
No diagnóstico feito ao setor das agências de viagens, o estudo aponta a sua dimensão e o seu peso, contando com 2.312 empresas, gerando 2,97 mil milhões de euros de volume de negócios. Conclui igualmente da “forte concentração de mercado”, já que 20 empresas a dominarem quase 90% do volume de negócios.
Mas a par da sua dimensão e do seu peso, o setor das agências de viagens apresenta várias “fragilidades estruturais que exigem respostas sólidas e estratégicas”, sendo que, segundo o estudo, entre os principais desafios estão a compressão das margens, a erosão das comissões aéreas, a desintermediação, a digitalização acelerada, a falta de mão de obra qualificada e a necessidade de recuperar relevância junto de consumidores cada vez mais exigentes.
Os 8 eixos estratégicos
O estudo propõe, assim, uma “mudança de fundo”, estruturada numa proposta integrada para a revitalização do setor e para o reforço do papel da APAVT no futuro
A digitalização é o primeiro dos eixos, com o estudo a defender “a modernização dos processos e da presença digital das agências e a apontar que a tecnologia deve ser visível para o cliente para que não subsista a perceção de um setor antiquado.
O estudo propõe a revitalização da imagem do setor, centrada no valor acrescentado da consultoria de viagens e na experiência personalizada, bem como a valorização dos recursos humanos através de incentivos que aumentem a atratividade da profissão para os mais jovens e que permita “transformar a diversidade etária em vantagem competitiva”
Outra das propostas, assenta na criação de um hub de inovação que ligue universidades, startups e agências de viagens, desenvolvendo soluções diferenciadas e elevando os padrões de qualidade do setor.
Propõe também um novo modelo de governo associativo, sugerindo que a“APAVT adote uma gestão executiva profissional, conselhos representativos, comités técnicos especializados e mecanismos de supervisão e prestação de contas mais eficazes”.
A realização de uma mostra anual de agências de viagens é outra das propostas apresentadas, tendo em vista aproximar as agências de viagens do público
para “demonstrar, no terreno, o valor da consultoria e da diversidade da oferta das agências de viagens”.
Outra sugestão é a criação de uma plataforma digital centralizada com “informação regulatória, tendências de consumo, alertas antecipados, biblioteca de recursos e observatório tecnológico, reforçando o conhecimento e a capacidade de resposta do setor”.
Outro dos eixos tem a ver com a internacionalização da negociação com companhias aéreas, ponto em que o documento sugere o “lançamento de uma frente lusófona de cooperação e negociação, ampliando o poder negocial do setor e abrindo novas oportunidades de representação internacional”.
Para além destes oito eixos, o estudo defende também uma “estratégia de comunicação renovada, com linguagem mais atual, maior proximidade aos associados e uma imagem capaz de devolver centralidade aos agentes de viagens, reposicionando-os como profissionais de confiança e criadores de experiências memoráveis”
“Com uma leitura simultaneamente económica, estratégica e associativa, este estudo é um contributo de referência para o futuro do setor das agências de viagens em Portugal, que pretende colocar no centro do debate a necessidade de preparar o setor para liderar o próximo ciclo de crescimento”, defende a direção da Go4Travel, em representação das 44 agências acionistas do grupo, fundado em 2007.
O estudo realizado a pedido da Go4Travel, está disponível aqui.
*Imagem de Future Abroad Consultant por Pixabay



