“Estamos a reforçar a presença no mercado espanhol” e a representação na FITUR “é bem exemplo disso”, afirmou Pedro Machado
Em declarações à imprensa esta quarta-feira, 21 de janeiro, à margem da FITUR, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, afirmou que o mercado espanhol “continua a apresentar bons indicadores de crescimento”. O governante, que fez um curto balanço de 2025, antecipou para este ano um aumento de 2,5% nos fluxos turísticos.
Num curto balanço sobre o ano que terminou, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, classificou 2025 como “um ano francamente positivo”, que trouxe a Portugal mais de 31 milhões de turistas internacionais, que geraram mais de 82 milhões de dormidas e mais de 29 mil milhões de euros de receitas. Um ano “com um crescimento em termos de receita acima dos 5,5%, e em termos de fluxo acima dos 2,5%”, a mesma percentagem de crescimento que disse esperar para este ano
“Tínhamos algumas dúvidas que pudesse terminar tão bem, face, sobretudo, à conjuntura internacional e àquilo que afeta em alguns mercados emissores, mas o comportamento foi francamente positivo. Aliás, acabo de visitar as 120 empresas que estão aqui no stand de Portugal e o sentimento comum é o de um ano francamente positivo”, garantiu.
Relativamente ao mercado espanhol, avançou que “felizmente continua a apresentar bons indicadores de crescimento”, que poderão ser reforçados por “um conjunto de fatores que vão aproximar ainda mais as boas relações entre Portugal e Espanha”, como a Cimeira Luso Espanhola, e o conjunto de iniciativas previstas ao nível da cooperação transfronteiriça – “o caso do Norte com a Galiza, Castela e Leão, o caso do Centro com a Extremadura espanhola e com o Alentejo”, regiões que “estão a reforçar laços” entre si.


Para ajudar ao crescimento do mercado espanhol foi lançado, na terça-feira, 20 de janeiro, em Madrid, o “Pairing Portugal”. Trata-se, explicou Pedro Machado, de “uma nova campanha, com que Portugal se quer posicionar no mercado espanhol, obviamente em todo o mercado que fala castelhano, mas aqui em particular. É uma joint venture, uma cooperação entre 100 vinhos portugueses, 100 autores portugueses, nomeadamente de poesia, e 100 lugares que são absolutamente incontornáveis na afirmação de Portugal”.
“É uma campanha forte, estamos a reforçar a presença de Portugal no mercado espanhol”, garantiu, sublinhando que era já percetível que “era preciso que o Turismo de Portugal intensificasse a sua relação com o mercado espanhol, e eu julgo que esta representação física que está hoje aqui é bem exemplo disso”.
“O ecossistema turístico para 2026 e seguintes, segundo os dados oficiais, nomeadamente da Organização Mundial de Turismo, aponta para um crescimento médio de 2,5%, o que significa que se esses 2,5% se confirmarem em 2026, nós teremos um acréscimo nas receitas entre 5% e 7%, o que faz antever um ano positivo”
O ano que agora começa comporta vários desafios, desde logo pela conjuntura mundial, mas também pelo condicionamento acrescimento turístico derivado da situação do aeroporto de Lisboa. Ainda assim, Pedro Machado está otimista e espera que os fluxos turísticos voltem a crescer 2,5%, a mesma percentagem do ano passado.
“O ecossistema turístico para 2026 e seguintes, segundo os dados oficiais, nomeadamente da Organização Mundial de Turismo, aponta para um crescimento médio de 2,5%, o que significa que se esses 2,5% se confirmarem em 2026, nós teremos um acréscimo nas receitas entre 5% e 7%, o que faz antever um ano positivo”, apontou o governante.
Reconhecendo que há problemas a resolver, como “a questão aeroportuária” Pedro Machado perspetivou que “a aposta que Portugal na ferrovia” e a “aposta no novo hub do Porto” com o reforço dos voos para os EUA e o Brasil e da relação com o Reino Unido, faz antever um 2026 em linha com o crescimento de 2025”. Ao mesmo tempo, o reforço dos EUA, do Brasil e do México, poderão compensar mercados que estão em ajustamento como o Reino Unido e a França.
Anunciando o lançamento de um projeto comum com a Colômbia, ligado à sustentabilidade, frisou ainda estar convencido que “com este alargamento aos mercados latino-americanos, nós vamos, não só compensar algum ajustamento do mercado europeu, mas até dar algum impulso para crescermos em 2026”.
A isto somam-se os grandes eventos como a Ocean Race, a PGA Tour de Golf, e em 2027 e 2028 a Fórmula 1, que “vão seguramente ajudar a posicionar Portugal do ponto de vista internacional”, Por isso reafirmou antever “um 2026 com uma média de crescimento de 2,5%, que vem confirmar o bom momento que Portugal está a viver”.
Questionado sobre o facto de, ao contrário do que tinha anunciado, não ter sido apresentada a 18 de Dezembro a Estratégia Turismo 2023, Pedro Machado reafirmou que “a ET 2035 está absolutamente pronta” mas não foi possível apresentá-la na data prevista porque “estávamos com alguns problemas para resolver, nomeadamente pelo aeroporto, que estavam, de alguma forma, a condicionar aquilo que é a nova ambição para Portugal”. Agora “é só nós encontrarmos a data compatível com o ministro da Economia e com o senhor primeiro-ministro para ser lançada neste arranque de 2026”.
O Turisver deslocou-se a Madrid, a convite da ARPT do Alentejo


