Empresários preocupados com “perda de competitividade do turismo nos Açores”
Os empresários reiteraram, esta terça-feira, a sua preocupação com a perda de competitividade do turismo nos Açores, confirmada por “nove meses consecutivos de queda”, e exigem uma “mudança de estratégia”.
Em comunicado emitido esta terça-feira, 30 de junho, após publicação, pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), dos dados do turismo açoriano relativos ao mês de maio, a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), deu conta, uma vez mais, da sua preocupação com o futuro do turismo na região.
“Os dados hoje [terça-feira, 30 de junho] divulgados relativos ao mês de maio de 2026, confirmam o 9.º mês consecutivo de diminuição homóloga das dormidas na Região, reforçando as preocupações que a CCIPD tem vindo a manifestar desde o final de 2025”, assinala a Câmara de Comércio, acentuando que “em maio, os Açores registaram 448,7 mil dormidas (-2,2%)”.
Os resultados acumulados dos primeiros cinco meses do ano são, para esta entidade, bastante preocupantes já que, de janeiro a maio, “quebra atinge 5,6% nas dormidas e 4,9% no número de hóspedes, enquanto, a nível nacional, as dormidas cresceram 2,8%”.
Num comunicado publicado na página oficial de Facebook, o organismo sustenta que “particularmente preocupantes” são os resultados relativos ao mercado nacional que apresenta “uma redução de 11,0% nas dormidas em maio, e de 10,4% desde o início do ano”.
A Câmara de Comércio manifesta, ainda, a sua inquietude pelos resultados registados na ilha de São Miguel, que é “responsável por cerca de 70% das dormidas da Região, e que tem vindo a manter “uma trajetória negativa”. Outra preocupação tem a ver com “o alojamento local, que apresenta uma quebra acumulada de 11,8%”.
Para o organismo representativo do tecido empresarial, as explicações para estes indicadores são várias. Por um lado, os números do turismo açoriano são reflexo da “redução da oferta aérea”, de uma “menor concorrência entre companhias”, e do “aumento do custo das ligações” A isto acresce, frisa a CCIPD “a insuficiente promoção do destino”.
“Após nove meses consecutivos de quebra, torna-se indispensável uma mudança de estratégia, centrada na recuperação da capacidade aérea, na captação de novas rotas e operadores, no reforço da promoção externa e numa atuação concertada entre o Governo Regional, a VisitAzores, a ANA e as companhias aéreas”, sustenta o organismo.
Frisando que “a competitividade do turismo açoriano exige uma resposta célere e coordenada”, a Câmara do Comércio defende que “é tempo de mudar o rumo” do turismo nos Açores.
Já num comunicado, publicado também publicado na página oficial no Facebook, no dia anterior, a Câmara de Comércio, afirmava que, perante o atual cenário, “a prioridade deve ser clara: recuperar a procura, reforçar a competitividade do destino e melhorar as acessibilidades aéreas”.
Nesse mesmo comunicado, e defendendo que “os Açores não têm de escolher entre quantidade e qualidade”, o organismo apelava a que “a VisitAzores e o Governo Regional reforcem a promoção externa do destino, apostem na captação de novas rotas, recuperem operadores que deixaram de voar para a Região e criem condições para aumentar a concorrência e a conectividade aérea”


