Em Elvas nos dias 5 e 6 de março: XXII Congresso da ADHP quer reunir cerca de 700 participantes
O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo presidente da ADHP, Fernando garrido, durante uma conferência de imprensa em que participaram, também, José Manuel Santos, presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas e Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo Vila Galé, parceiro do evento.
Ainda sem tema definido mas já com programa delineado, o XII Congresso da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal (ADHP) vai ter como palco o Centro Empresarial Transfronteiriço de Elvas, onde a Associação prevê reunir “cerca de 700 pessoas”, avançou Fernando Garrido.
A escolha de Elvas para sedear o congresso, foi justificada pelo presidente da ADHP pelo fato de se tratar de uma cidade classificada Património Mundial pela UNESCO mas, acima de tudo, por a Associação querer “dar a conhecer regiões mais distantes e que podem ser uma referência”, o que considerou ser, também, “um dos papéis do nosso Congresso”.
Temáticas em discussão no Congresso
O Congresso vai ter início na tarde do dia 5 de março, com os trabalhos a incidirem em “painéis muito técnicos, muito relacionados com a profissão de Diretor de Hotel, segundo anunciou Fernando Garrido. O primeiro dia de trabalhos termina, como é hábito, com um jantar que integrará a cerimónia de entrega dos Prémios Xénios que vão galardoar os profissionais que se distinguiram em 2025.

Já para o dia 6 de março estão previstos painéis de âmbito mais alargado que incidirão em temas como “atrair o cliente local aos restaurantes de hotéis, ou seja, trazer a restauração dos hotéis para o exterior”, bem como sessões de trabalho relacionadas com a sustentabilidade na hotelaria.
Haverá também um painel mais diretamente relacionado com a região onde se desenrola o congresso, que versará a temática “como promover destinos afastados”, a partir exatamente do exemplo de Elvas e da região do Alentejo.
O congresso vai também abordar o tema dos recursos humanos, numa sessão em que será apresentado um estudo sobre as condições no trabalho. “Vai ser a pré-apresentação dos resultados [do estudo], que acho que nos vai trazer alguns indicadores extremamente interessantes”, segundo sublinhou o presidente da ADHP, acrescentando que outro dos temas em análise será a Inteligência Artificial. Paralelamente, o Congresso será palco para o lançamento do livro “Gestão Hoteleira II”.
Uma vez mais, o congresso da ADHP vai contar com representantes da European Bound of Hospitality Leaders, que congrega várias associações internacionais congéneres da ADHP, nomeadamente de Espanha, Alemanha e Itália.
“Talvez este congresso seja, em algum sentido, aquele que nos sentimos mais em casa, mais dentro do turismo, mais dentro dos hotéis, da cultura, dos colaboradores, das tendências…”
José Santos, presidente da ERT Alentejo e Ribatejo
Recordando que o último congresso da ADHP realizado no Alentejo foi ainda durante a pandemia, tendo Évora como palco, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, que considerou que “todos os congressos de turismo são importantes e relevantes”, frisou, no entanto, que a ERT nutre um “especial carinho” por este, tendo afirmado, a propósito, que “Talvez este congresso seja, em algum sentido, aquele que nos sentimos mais em casa, mais dentro do turismo, mais dentro dos hotéis, da cultura, dos colaboradores, das tendências…”
Referindo-se diretamente à cidade de Elvas, que vai acolher o Congresso, José Santos destacou que “hoje, Elvas já consegue afirmar-se também como uma cidade de MICE, de congressos, de eventos, de incentivos”, tendo referido, a propósito, que a realização do congresso da ADHP na cidade assumirá um papel importante para “reforçar e consolidar essa imagem de Elvas, mas também do Alentejo”.
Já a terminar, José Manuel Santos referiu-se aos bons resultados turísticos do Alentejo em 2025, tanto ao nível de dormidas como de proveitos, tendo também destacado que a região registou “algum aumento da oferta”. Não obstante, o Alentejo registou “a maior evolução percentual no crescimento de dormidas em todo o país” que também se refletiu nos bons resultados ao nível dos proveitos. Para 2026, disse, o congresso da ADHP marcará “o kick-off para um ano muito intenso” em termos de eventos e atividades.
Por seu turno, o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, afirmou ser “”fundamental” apoiar eventos como o congresso da ADHP, porque os participantes acabam por funcionar como “os melhores embaixadores” do destino. A propósito referiu que a cidade, mesmo tendo visto as suas fortificações certificadas como Património Mundial pela Unesco, “por si só não vai a lado nenhum. As muralhas estão lá mas é preciso levar lá as pessoas”.
Já Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da Vila Galé, apontou que o Grupo se juntou “desde a primeira hora a este projeto porque ele tem um alinhamento muito grande com os nossos objetivos e com a nossa visão do turismo”, que passam pela “recuperação do património” e pela “dinamização dos destinos”, e o desenvolvimento do turismo em regiões do país menos conhecidas, no sentido de “desconcentrar territorialmente os fluxos turísticos e alargar a presença de turistas a mais pontos do território nacional”


