Em 2026 Iberojet quer “crescer 10% em número de passageiros” transportados entre Portugal e Cuba, segundo António Loureiro
O objetivo, que está dependente da introdução de um segundo voo para Cayo Santa María, foi revelado esta segunda-feira pelo diretor-geral em Portugal da Iberojet, companhia aérea do Grupo Ávoris. António Loureiro, que não descartou a possibilidade de a companhia vir, no futuro, a voar para Havana.
Esta segunda-feira, 20 de outubro, durante uma apresentação do destino Cuba organizada pela Embaixada de Cuba em Lisboa, o diretor-geral da Iberojet em Portugal fez o balanço das operações de verão, afirmando que a companhia aérea do Grupo Ávoris transportou mais de 16 mil passageiros entre Portugal e Cuba, na soma dos voos para Varadero e Cayo Santa María (aeroporto de Santa Clara) à partida de Lisboa, com “taxas de ocupação que atingiram os 97%” e com Cayo Santa María a ser “ uma confirmação da aposta que nós fizemos relativamente ao número de voos para Cuba”.
Para 2016 nos destinos para Cuba, a Iberojet tem como objetivo “crescer 10%, o número de passageiros”, algo que só será possível, segundo o seu diretor-geral em Portugal, “se nós conseguirmos lançar uma segunda frequência para o Cayo Santa María, a começar em junho e a terminar em setembro”.
Ainda relativamente à operação de 2026, garantiu que “vamos manter os voos para Varadero”, ao mesmo tempo que “vamos tentar reforçar os voos para o Cayo Santa María”. A ideia é que ambos os destinos sejam servidos à partida de Lisboa, bem como o voo de reforço para o Cayo, se vier a acontecer. Para isso, no entanto, é necessário que o Aeroporto de Lisboa tenha slots disponíveis.
António Loureiro não descartou a possibilidade de a Iberojet vir a voar para Havana, que considerou “o destino natural de Cuba”, mas esta seria uma rota que teria que ter uma “sustentabilidade diferente”, tendo até em conta que a capital cubana já é muito bem servida à partida de Madrid, pelo que a decisão irá depender da estratégia da própria empresa.
Sobre o perfil do viajante europeu para Cuba, António Loureiro disse que 40% dos passageiros têm mais de 45 anos e procuram regressar a destinos onde já foram felizes. “Cuba é um desses destinos, há muita gente a voltar. Os passageiros querem sentir mais história, querem sentir mais Cuba” e “Cuba tem aqui um papel fundamental, porque tem história, tem cultura”.


