easyJet investe em novo software de navegação para otimizar espaço aéreo e melhorar pontualidade
Designado Future Air Navigation System-C (FANS-C) e desenvolvido pela Airbus, o novo software permite a partilha de trajetórias previstas entre a aeronave e o controlo de tráfego aéreo (ATC), fornecendo aos pilotos e ao ATC informações mais precisas para otimizar a eficiência do espaço aéreo.
O FANS-C partilha em tempo real a trajetória da aeronave em quatro dimensões (espaço 3D + tempo) entre o cockpit e o ATC, o que permite cálculos de rotas mais eficientes, ajudando a reduzir o consumo de combustível e os atrasos, ao tornar os fluxos de tráfego mais fluídos e menos congestionados em rotas de elevada densidade, explica a companhia aérea.
Já implementado em toda a frota A320neo e A321neo da easyJet, num total de 54 aeronaves, a low cost britânica espera que esta tecnologia leve a reduções significativas de combustível e emissões sonoras, tendo já poupado 334 toneladas de combustível e evitado 1.052 toneladas de CO2e com a sua aplicação.
A easyJet explica que o FANS-C é essencialmente um software de gestão de tráfego que permite uma colaboração mais fluída entre pilotos e controladores de tráfego aéreo, acelerando a comunicação, otimizando trajetórias em voo e facilitando a gestão da velocidade da aeronave em todas as fases do voo.
“Com o espaço aéreo europeu cada vez mais congestionado, os atrasos tornaram-se comuns. O FANS-C responde a este desafio transmitindo trajetórias precisas da aeronave ao ATC (Controlo de Tráfego Aéreo) de forma flexível, fiável e segura, melhorando a previsibilidade, reduzindo esperas em voo, acelerando autorizações e permitindo mais aterragens dentro do horário previsto”, explica ainda a transportadora.
Desde a implementação em 2019, o FANS-C já permitiu à easyJet evitar a emissão de 1052 toneladas de CO2e e poupar 334 toneladas de combustível, mas a companhia prevê que estas poupanças aumentem à medida que outros prestadores de serviços de navegação aérea atualizem os seus sistemas de controlo terrestre, algo que será obrigatório na UE até 2028.


