easyJet cresce 5% em capacidade na Madeira e abre rota para Nicce
A companhia prevê um aumento de 5% na capacidade para a Madeira em 2026 e reforça a conectividade com a introdução de uma nova rota para Nice, mas alerta que se o regime do subsídio social de mobilidade para residentes for aletrado, poderá haver implicações no seu plano de atividade.
Em conferência de imprensa realizada na segunda-feira, 13 d abril, no Funchal, organizada em conjunto com a Secretaria Regional do Turismo, José Lopes, diretor-geral da easyJet em Portugal, afirmou que a companhia aérea prevê oferecer, para 2026, mais de 1.550.000 lugares (+5% face a 2025) na Região Autónoma da Madeira e operar cerca de 8.000 voos (+9% face a 2025). Este crescimento representa um aumento de 6,5 vezes na capacidade desde o início das operações no Funchal.
De acordo com o diretor-geral da low cost britânica em Portugal, a easyJet “continua a consolidar a sua posição como a companhia aérea número um na região, e os números que apresentamos – com um aumento de 5% na capacidade anual e a introdução da nova rota Funchal-Nice – são um testemunho do nosso compromisso contínuo e da confiança que depositamos neste destino”.
José Lopes reiterou que o “objetivo imediato” da companhia passa por “continuar a investir da Madeira, a ser parte da solução para a mobilidade e conectividade dos residentes, e a contribuir para o desenvolvimento da economia regional através do aumento do número de turistas”.
Para o Verão de 2026, a easyJet antecipa um aumento de 4% na capacidade e 5% no número de voos em comparação com o verão de 2025, totalizando cerca de 1.100.000 lugares e 5.700 voos.
Atualmente, a companhia opera um total de 17 rotas para 6 países, com 15 rotas a partir do Funchal e duas de Porto Santo. As rotas a partir do Funchal ligam a destinos como Londres Gatwick, Manchester, Paris, Amesterdão, Berlim, Genebra e Lisboa, com a novidade deste ano a residir na introdução da rota Funchal-Nice.
Presente na conferência de imprensa, Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura da Madeira “a easyJet é, sem dúvida, parte integrante da Região Autónoma da Madeira. Esta parceria de quase 20 anos tem sido um pilar fundamental para a democratização das viagens, o aumento da nossa conectividade e o crescimento notável do nosso turismo, tornando esta década numa das mais prósperas para a RAM. É uma companhia que merece o nosso total respeito e que continuará a ser essencial para manter a Madeira no radar de preferência”.
Apesar do crescimento previsto para este ano, José Lopes fez saber que a easyJet poderá reduzir a operação nas rotas domésticas com a aplicação do fim dos tetos máximos no subsídio social de mobilidade nas viagens aéreas.
Em resposta aos jornalistas presentes, o diretor-geral da easyJet em Portugal explicou que o plano de operação foi feito com base nos cenários que existem atualmente, tendo alertado que, se vier a ser aplicada a medida de alteração ao regime do subsídio social de mobilidade que retira os tetos máximos das viagens aéreas para residentes da Madeira e dos Açores, a actividade da companhia poderá reduzir a oferta para a Madeira.
O responsável explicou que sem limite de reembolso, o preço das viagens vai subir e perante esse cenário muitos turistas nacionais vão deixar de viajar para a Região, por isso deixou um apelo às autoridades: “Espero que seja feita uma análise e seja encontrada uma forma de ser mais racional e menos emocional no tratamento do assunto”, disse.


